Senado no RN: Atlas mostra Samanda e Styvenson à frente no 1º voto, mas 2º voto abre outra disputa

No primeiro voto, Samanda aparece numericamente à frente, com 31%, enquanto Styvenson registra 26%, mas os dois seguem em empate técnico diante da margem de erro de 3 pontos percentuais.
Samanda e Styvenson lideram, mas 2º voto embolado muda leitura do Senado no RN

Resumo da Notícia

  • A pesquisa Atlas/94FM, realizada entre 22 e 27 de maio de 2026, avaliou a disputa para o Senado no Rio Grande do Norte.
  • Samanda Alves (PT) e Styvenson Valentim (Podemos) aparecem tecnicamente empatados na liderança do consolidado geral com 20,2% e 19,7%, respectivamente.
  • No recorte de primeiro voto, Samanda lidera com 31%, seguida por Styvenson com 26%, também em empate técnico.
  • O segundo voto revela uma disputa mais aberta, com Zenaide Maia, Coronel Hélio, Rafael Motta e Styvenson empatados tecnicamente.
  • A eleição para o Senado no RN, que possui duas vagas, exige uma análise em camadas devido à possibilidade de o eleitor escolher dois nomes.
  • O levantamento ouviu 962 eleitores e possui margem de erro de 3 pontos percentuais com 95% de confiança.

A pesquisa Atlas/94FM divulgada nesta sexta-feira (29) mostra Samanda Alves (PT) e Styvenson Valentim (Podemos) tecnicamente empatados na liderança da disputa ao Senado no Rio Grande do Norte, mas o levantamento exige uma leitura mais cuidadosa do que a simples soma dos votos. Como a eleição de 2026 terá duas vagas para senador, o resultado muda de sentido quando se observa separadamente o 1º voto, o 2º voto e o consolidado geral.

No consolidado de primeiro e segundo votos, Samanda aparece com 20,2% das intenções de voto, enquanto Styvenson registra 19,7%. Os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de 3 pontos percentuais. Na sequência, aparecem Rafael Motta (PDT), com 13,7%, Coronel Hélio Oliveira (PL), com 13,3%, e Zenaide Maia (PSD), com 13,1%.

O dado mostra liderança numérica de Samanda e Styvenson, mas também revela uma disputa mais aberta no conjunto da eleição. Diferentemente de uma eleição para governador, prefeito ou presidente, a disputa ao Senado em 2026 permite duas escolhas por eleitor. Por isso, a forma como o voto se distribui entre primeira e segunda opção pode alterar a interpretação política do levantamento.

A pesquisa ouviu 962 eleitores do Rio Grande do Norte entre os dias 22 e 27 de maio de 2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Samanda e Styvenson lideram no 1º voto

No recorte de primeira opção para o Senado, Samanda Alves aparece com 31% das intenções de voto. Styvenson Valentim vem em seguida, com 26%. Considerando a margem de erro, os dois também aparecem tecnicamente empatados nesse recorte.

Esse dado é importante porque o primeiro voto costuma indicar a escolha mais direta do eleitor, aquela que aparece como preferência principal quando os nomes são apresentados. Nesse ponto, Samanda e Styvenson largam em posição mais forte que os demais concorrentes citados no levantamento.

A liderança de Samanda no primeiro voto mostra a presença competitiva da pré-candidata petista na disputa por uma das vagas. Já Styvenson, atual senador, mantém presença relevante e aparece no grupo principal da corrida, tanto no primeiro voto quanto no consolidado geral.

Segundo voto muda a leitura da disputa

O segundo voto, porém, abre outra disputa. Quando os entrevistados são questionados sobre a segunda opção para o Senado, Zenaide Maia aparece numericamente à frente, com 18,6%. Coronel Hélio Oliveira vem logo atrás, com 18,2%. Rafael Motta registra 13,6%, e Styvenson Valentim soma 13,4%.

Pela margem de erro, esses quatro nomes estão tecnicamente empatados no recorte de segundo voto. Esse é o ponto central da matéria: a corrida ao Senado não pode ser lida apenas pela liderança no primeiro voto ou pelo consolidado geral. O segundo voto mostra outro campo de disputa, no qual Zenaide, Coronel Hélio, Rafael e Styvenson aparecem em faixa competitiva.

Essa diferença entre primeira e segunda opção é decisiva porque o eleitor poderá escolher dois nomes. Um candidato pode ter força como primeira escolha, mas precisar ampliar presença como segunda opção. Outro pode não liderar no primeiro voto, mas aparecer bem posicionado como voto complementar.

O consolidado não conta toda a história sozinho

O consolidado de primeiro e segundo votos coloca Samanda e Styvenson na liderança, mas não elimina a importância dos demais nomes. Rafael Motta, Coronel Hélio e Zenaide Maia aparecem próximos entre si e dentro de uma faixa que mantém a disputa aberta.

A soma geral ajuda a entender o tamanho de cada candidatura no conjunto das duas escolhas, mas não mostra sozinha como o eleitor organiza a preferência. Para o Senado, esse detalhe é essencial.

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Em uma eleição com duas vagas, o eleitor pode votar em candidatos de campos políticos diferentes, combinar nomes de chapas distintas ou escolher um nome por identificação política e outro por avaliação pessoal. Por isso, o segundo voto pode ter peso estratégico na formação das alianças e na comunicação das campanhas.

Zenaide aparece forte no 2º voto

Zenaide Maia, que ocupa uma das cadeiras em disputa, aparece no segundo voto com 18,6%, numericamente à frente nesse recorte. No consolidado geral, porém, ela registra 13,1%, próxima de Rafael Motta e Coronel Hélio.

Essa diferença mostra que a senadora pode ter uma base mais forte como opção complementar para parte dos eleitores. Isso não significa vantagem definitiva, mas indica que sua candidatura não pode ser avaliada apenas pelo consolidado.

O mesmo vale para Coronel Hélio e Rafael Motta. Ambos aparecem em posição competitiva no segundo bloco e podem depender da capacidade de se apresentar como primeira escolha para parte do eleitorado ou como segunda opção viável para eleitores de diferentes campos.

Por que a eleição para o Senado é mais difícil de interpretar?

A eleição ao Senado costuma gerar confusão porque, quando há duas vagas, a soma dos percentuais não funciona como em disputas de turno único para cargos executivos. O eleitor não escolhe apenas um nome. Ele monta uma dupla.

Isso significa que a disputa não é apenas por liderança isolada. Também é por combinação, aceitabilidade e capacidade de ser lembrado como segunda escolha. Um candidato muito forte no primeiro voto pode precisar ampliar espaço no segundo. Um candidato menos citado como primeira opção pode crescer se conseguir se tornar voto complementar de diferentes grupos.

Por isso, manchetes que dizem apenas “fulano lidera” contam só uma parte da história. A leitura completa precisa separar as camadas: quem aparece mais forte como primeira opção, quem cresce como segunda opção e quem se mantém competitivo no consolidado.

O que a Atlas permite dizer com segurança

A pesquisa permite afirmar que Samanda Alves e Styvenson Valentim aparecem tecnicamente empatados na liderança do consolidado para o Senado no Rio Grande do Norte. Também permite dizer que Samanda lidera numericamente o primeiro voto, com Styvenson em seguida, dentro da margem de erro.

No segundo voto, a pesquisa mostra outra configuração, com Zenaide Maia, Coronel Hélio, Rafael Motta e Styvenson Valentim tecnicamente empatados. Esse recorte indica que a disputa pela segunda escolha do eleitor ainda está aberta e pode ter impacto direto no resultado.

O levantamento não permite afirmar que as duas vagas já estejam definidas. Também não permite excluir Rafael, Coronel Hélio ou Zenaide da disputa, já que os três aparecem em uma faixa competitiva no consolidado ou no segundo voto.

Campanha deve disputar também o voto complementar

A partir desses números, a corrida ao Senado tende a ter duas batalhas simultâneas. A primeira é para ser lembrado como voto principal. A segunda é para aparecer como opção complementar de eleitores que já têm um nome definido.

Essa segunda batalha pode ser decisiva. Em uma disputa com dois votos, alianças, palanques estaduais, afinidades ideológicas e composição de chapas podem influenciar diretamente a formação da dupla escolhida pelo eleitor.

Samanda e Styvenson aparecem em vantagem na fotografia atual, mas o segundo voto mostra que a disputa ainda tem espaço para rearranjos. Zenaide, Coronel Hélio e Rafael Motta seguem no jogo porque aparecem próximos e com capacidade de disputar o voto complementar.

Uma eleição em camadas

A principal mensagem da pesquisa Atlas para o Senado é que a disputa não deve ser lida em linha reta. Há uma camada do primeiro voto, uma camada do segundo voto e uma camada consolidada.

No primeiro voto, Samanda e Styvenson aparecem mais fortes. No segundo voto, a disputa se abre e coloca Zenaide, Coronel Hélio, Rafael e Styvenson em empate técnico. No consolidado, Samanda e Styvenson lideram, mas o segundo bloco aparece próximo o suficiente para manter a eleição competitiva.

Para o eleitor, isso significa que a eleição ao Senado no RN ainda está longe de ser uma disputa fechada. Para as campanhas, o desafio será convencer quem já tem uma primeira opção e disputar espaço como segundo nome da chapa informal que cada eleitor monta na urna.

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