Segunda fase da Operação Território Seguro mira finanças de organizações criminosas no RN

Justiça determinou o bloqueio de valores que somam cerca de R$ 1 milhão, atingindo diretamente o fluxo financeiro das organizações criminosas investigadas no Estado.
Ação integrada da Polícia Civil e Justiça bloqueia R$ 1 milhão e atinge estrutura financeira de facção no RN
Ação integrada da Polícia Civil e Justiça bloqueia R$ 1 milhão e atinge estrutura financeira de facção no RN

Resumo da Notícia

  • Bloqueio judicial de R$ 1 milhão: A segunda fase da Operação Território Seguro resultou em bloqueio de valores que somam cerca de R$ 1 milhão, atingindo diretamente o fluxo financeiro das organizações criminosas investigadas no RN.
  • Ação conjunta da DEICOR e DRLD: A investigação é conduzida pela DEICOR e pela DRLD, com apoio da 25ª DP de Nísia Floresta, fortalecendo o combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado.
  • Enfraquecimento econômico de facções: O bloqueio patrimonial busca impedir o uso de recursos ilícitos para compra de armas, drogas e veículos, enfraquecendo as bases financeiras das facções que atuam no estado.
  • Integração entre forças de segurança: A operação conta com apoio do GAECO/MPRN e do Ministério da Justiça, reforçando a importância da integração entre instituições estaduais e federais no enfrentamento qualificado ao crime.
  • Operação permanente e interinstitucional: A “Território Seguro” é uma ação contínua da Polícia Civil, voltada para a descapitalização das facções e a consolidação de um modelo de combate sustentável ao crime organizado no RN.
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A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta segunda-feira (20), a segunda fase da “Operação Território Seguro”, com foco na descapitalização de organizações criminosas que atuam no estado. A ofensiva é resultado de uma investigação conjunta entre a Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (DEICOR) e a Delegacia Especializada na Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD), com apoio operacional da 25ª Delegacia de Polícia (DP) de Nísia Floresta.

Por determinação judicial, foram expedidas ordens de bloqueio de valores junto às instituições financeiras, totalizando aproximadamente R$ 1 milhão em contas bancárias de investigados ligados a uma facção criminosa. A medida busca asfixiar o núcleo financeiro e logístico dessas organizações, impedindo que recursos sejam usados para financiar armas, drogas, veículos e insumos utilizados em atividades ilícitas.

Segundo a Polícia Civil, a descapitalização é uma das estratégias centrais no combate ao crime organizado, pois atinge diretamente a capacidade de financiamento das operações criminosas e o poder de influência dos líderes dentro das facções. O bloqueio patrimonial, aliado a medidas de investigação financeira, é considerado um instrumento fundamental para enfraquecer a estrutura econômica das organizações e desarticular redes de apoio.

Continuidade da Operação “Território Seguro”

A segunda fase da operação representa a continuidade de um esforço integrado entre forças estaduais e federais, incluindo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRN). A atuação conjunta tem como prioridade a neutralização patrimonial dos investigados e o enfraquecimento das fontes de recursos que sustentam as atividades criminosas.

A Polícia Civil ressalta que as diligências seguem sob sigilo judicial, garantindo a efetividade das medidas e a preservação das linhas investigativas. Esse sigilo também impede que os investigados movimentem ou ocultem patrimônio, aumentando o alcance da ação e fortalecendo o trabalho de inteligência das autoridades envolvidas.

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A operação e o combate ao crime organizado

A “Operação Território Seguro” é descrita pela Polícia Civil como uma ação permanente e interinstitucional, que envolve a cooperação entre órgãos estaduais de segurança pública e parcerias estratégicas com o Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O foco da operação é o enfrentamento qualificado e contínuo ao crime organizado, com ênfase na responsabilização financeira dos envolvidos. A abordagem adotada privilegia o enfraquecimento econômico das facções, reduzindo sua capacidade de atuação e reinvestimento em atividades ilícitas.

De acordo com as informações divulgadas, a segunda fase da operação consolida um modelo de investigação integrada que prioriza resultados de longo prazo, buscando sufocar financeiramente os grupos criminosos e, ao mesmo tempo, garantir a recuperação de ativos ilícitos.

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