RN tem quase 47 mil pessoas na fila por cirurgia no SUS e Natal concentra maior demanda

O tratamento cirúrgico de varizes lidera a fila com 3.296 pessoas, seguido pela colecistectomia, com 2.808 pacientes, e pela histeroscopia, com 2.149 solicitações.
Varizes, vesícula e histeroscopia puxam fila de quase 47 mil cirurgias no SUS do RN
Varizes, vesícula e histeroscopia puxam fila de quase 47 mil cirurgias no SUS do RN - Foto: Ascom / HU-UFS / Ebeserh

Resumo da Notícia

  • O Rio Grande do Norte registra uma fila de espera com 46.930 pessoas por cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS).
  • A cirurgia de varizes é a mais demandada, com 3.296 pacientes na lista.
  • Natal lidera a concentração de pacientes aguardando procedimentos, com 8.861 pessoas.
  • Outros procedimentos com longas filas incluem colecistectomia (retirada da vesícula) e histeroscopia.
  • O Governo do Estado afirma que tem realizado ações para reduzir a fila e reestruturado unidades de saúde.
  • Investimentos na interiorização da saúde e em eletivas ortopédicas fora da capital buscam ampliar o acesso.
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O Rio Grande do Norte tem 46.930 pessoas aguardando por uma cirurgia no Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com dados do portal Regula Cirurgia, da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap), verificados às 12h desta quinta-feira (16).

A maior demanda hoje é pelo tratamento cirúrgico de varizes, com 3.296 pessoas na fila. Entre os municípios, Natal concentra o maior volume, com 8.861 pacientes aguardando.

A pressão sobre a rede também aparece em outros procedimentos. Depois da cirurgia de varizes, a maior fila é da colecistectomia, cirurgia para retirada da vesícula biliar, com 2.808 pacientes à espera. Em seguida aparece a histeroscopia, exame utilizado para avaliar o interior do útero, com 2.149 solicitações registradas.

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Quais municípios têm mais pessoas na fila

A maior concentração de pacientes está em Natal, que soma 8.861 pessoas aguardando por cirurgia. Depois aparecem Parnamirim, com 2.174, e Macaíba, com 1.880.

Na sequência estão:

  • Mossoró: 1.549
  • Ceará-Mirim: 1.372
  • São José de Mipibu: 967
  • Currais Novos: 908
  • Extremoz: 805
  • São Gonçalo do Amarante: 790
  • Santa Cruz: 750
  • Goianinha: 741
  • Macau: 733
  • Nova Cruz: 710
  • João Câmara: 652
  • Santo Antônio: 642

O recorte por município mostra que a fila não está concentrada apenas na capital. Há uma demanda relevante espalhada por diferentes regiões do estado, inclusive em cidades de médio porte e em polos regionais que já operam como referência para parte da rede.

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O que a Sesap diz sobre o tempo de espera

A Sesap informou que não é possível precisar o tempo de espera na fila por cirurgias, porque cada tipo de procedimento tem características e demandas próprias.

Esse ponto é importante porque afasta a ideia de uma fila única com comportamento uniforme. Na prática, o tempo de espera varia conforme o tipo de cirurgia, a estrutura disponível, a especialidade envolvida e a dinâmica de regulação de cada procedimento.

Segundo os dados apresentados, março foi o mês em que o Rio Grande do Norte mais realizou cirurgias em 2026, com 7.893 regulados. Desde a criação do sistema Regula Cirurgia, já foram contabilizados 135.528 procedimentos.

Entre as unidades que mais recebem pacientes para cirurgias no estado, aparecem:

  • Hospital Saúde de Todos: 15 mil vagas
  • Hospital Lindolfo Gomes: 15 mil vagas
  • Hospital Regional de João Câmara: 13 mil vagas

Ao comentar a fila de espera, o Governo do Estado afirmou que vem realizando ações para amenizar a situação e destacou que, em sete anos, as unidades próprias de saúde foram reestruturadas com investimentos estaduais e realizaram 76.530 cirurgias.

O governo também atribuiu o aumento exponencial de procedimentos ao investimento na interiorização da saúde, com expansão de serviços e realização de eletivas ortopédicas fora da Região Metropolitana. Segundo a administração estadual, pela primeira vez na história, o interior passou a contar com eletivas ortopédicas a partir da instalação dos serviços nos hospitais regionais de Assú, Mossoró e Pau dos Ferros.

Esse dado tem peso porque mostra a tentativa de redistribuir parte da demanda cirúrgica, reduzindo a dependência da Região Metropolitana e ampliando a capacidade de resposta em outras áreas do estado. Ainda assim, a fila atual de quase 47 mil pessoas mostra que o gargalo permanece alto e segue como um dos principais desafios da rede pública de saúde potiguar.

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