Preço da água mineral no RN terá reajuste e garrafão pode custar até R$ 15

Sindicato reforça que aumento é necessário para manter equilíbrio econômico do setor e garantir qualidade do produto; alta da inflação, do dólar e dos insumos força revisão.
Reajuste da água mineral no Rio Grande do Norte começa em novembro
Reajuste da água mineral no Rio Grande do Norte começa em novembro

Resumo da Notícia

  • Reajuste no preço da água mineral: O valor do garrafão de 20 litros no RN será reajustado a partir de novembro, variando entre R$ 9 e R$ 15, conforme decisão das envasadoras.
  • Motivos para o aumento: O Sicramirn citou inflação, custos logísticos, reajuste do salário mínimo e variação cambial como fatores que justificam a atualização de preços.
  • Fala do presidente Joafran Nobre: O dirigente afirmou que o aumento é necessário para manter a qualidade e a segurança, garantindo um produto de excelência ao consumidor potiguar.
  • Setor gera milhares de empregos: As 35 envasadoras potiguares produzem mais de 500 milhões de litros por ano e mantêm cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos no estado.
  • Compromisso com a qualidade: As empresas seguem fiscalização do DNPM e da Vigilância Sanitária, garantindo o selo fiscal e a segurança alimentar de toda a produção.

A partir de 1º de novembro, o valor pago pelas águas minerais e adicionadas de sais no Rio Grande do Norte passará por reajuste. A medida acompanha a alta generalizada dos custos de produção e prevê uma revisão nos preços diretamente na fonte, o que fará o garrafão de 20 litros custar entre R$ 9 e R$ 15, conforme decisão individual de cada indústria envasadora atuante no estado.

O Sindicato das Indústrias de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em geral do RN (Sicramirn) destacou que o reajuste é uma medida de adequação econômica indispensável para garantir a sobrevivência das empresas, preservar empregos e manter os padrões de qualidade e segurança.

O aumento reflete um esforço de equilíbrio diante da elevação de custos que impactam cada elo da cadeia de uma forma diferente. Nosso compromisso é garantir que o consumidor continue recebendo um produto seguro e de excelência, dentro das normas sanitárias e ambientais exigidas”, afirmou o presidente do Sicramirn, Joafran Nobre.

O dirigente reforçou que o objetivo é preservar a sustentabilidade do setor diante da escalada de preços que atinge insumos, energia e logística, mantendo o fornecimento regular e a segurança alimentar.

Custos e fatores que levaram ao reajuste

O Sicramirn explicou que entre os principais fatores considerados para a atualização estão:

  • Inflação acumulada de aproximadamente 5% nos últimos 12 meses;
  • Alta dos índices de atacado (IGP-M e IGP-DI);
  • Reajuste do salário mínimo;
  • Aumento dos preços de matérias-primas, como rótulos, tampas e lacres;
  • Crescimento dos custos operacionais e logísticos, incluindo energia elétrica e combustíveis.

Outro fator de peso é o encarecimento do vasilhame, fabricado a partir de resina precificada em dólar, cuja cotação oscilou de forma acentuada no último ano, impactando diretamente o custo final do produto.

Mais da metade da população potiguar consome água mineral natural e água adicionada de sais em residências e estabelecimentos comerciais. O setor, além de gerar milhares de empregos, é reconhecido pela adoção do Selo de Controle Fiscal, um mecanismo que garante a procedência e a qualidade do produto entregue ao consumidor.

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As indústrias potiguares do segmento são fiscalizadas por órgãos como o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e a Vigilância Sanitária, e seguem rigorosos padrões de controle de segurança alimentar, desde a captação até o envase e distribuição.

Produção e empregos gerados

Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com 35 indústrias envasadoras, responsáveis por produzir cerca de 507 milhões de litros de água envasada por ano. O setor emprega aproximadamente 10 mil trabalhadores, entre vagas diretas e indiretas, consolidando-se como um segmento essencial para a economia estadual.

O novo reajuste busca equilibrar os impactos econômicos sem comprometer o fornecimento e a qualidade, pilares que sustentam a confiança do consumidor potiguar no produto.

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