Turista paraguaia erra no PIX e paga cerca de R$ 30 mil por ingressos no Maior Cajueiro do Mundo

O Idema, responsável pela administração do Cajueiro de Pirangi, confirmou a situação e informou que foi aberto um processo administrativo para tentar construir uma solução legal e viável para devolver o valor pago indevidamente.
Cajueiro de Pirangi
Cajueiro de Pirangi (Foto: Caroline Macedo)

Resumo da Notícia

  • Uma turista paraguaia de 60 anos pagou acidentalmente R$ 30 mil em ingressos para o Maior Cajueiro do Mundo, em Pirangi (RN).
  • O valor pago foi mil vezes superior ao preço real dos ingressos, que custariam R$ 30.
  • O erro ocorreu via PIX, com a transferência de 40.500.000 guaranis paraguaios.
  • A devolução do dinheiro está sendo dificultada por questões burocráticas, pois a turista não possui CPF nem conta bancária no Brasil.
  • O Idema, órgão responsável pelo monumento, abriu um processo administrativo para tentar resolver a situação.
  • O caso expõe desafios na gestão pública ao lidar com turistas estrangeiros sem documentação brasileira.
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Uma turista paraguaia de 60 anos pagou por engano cerca de R$ 30 mil em ingressos que custariam R$ 30 para visitar o Maior Cajueiro do Mundo, em Pirangi, em Parnamirim, na Grande Natal.

O caso aconteceu em janeiro deste ano, foi identificado pela própria visitante e pela administração do monumento, e agora o governo tenta encontrar uma forma legal de devolver o valor pago indevidamente. O principal entrave, segundo o Idema, é burocrático: a turista não possui CPF nem conta bancária no Brasil.

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O erro ocorreu quando a visitante fez um PIX de 40.500.000 guaranis paraguaios, quantia equivalente a aproximadamente R$ 30 mil. O pagamento acabou ficando mil vezes acima do valor que deveria ter sido cobrado pelas entradas.

Por que a devolução ainda não foi feita

O ponto central do caso hoje não é mais o erro no pagamento, mas a dificuldade para fazer o reembolso. Procurado, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), responsável pela administração do Cajueiro de Pirangi, confirmou a ocorrência e informou que enfrenta obstáculos burocráticos para devolver o dinheiro.

A razão é objetiva: sem CPF e sem conta bancária brasileira, a restituição do valor não segue um caminho simples dentro da estrutura administrativa do Estado. Por isso, foi aberto um processo administrativo para buscar uma solução que permita o estorno do valor excedente de forma legal e viável.

Esse detalhe é o que transforma um episódio curioso em um problema real de gestão pública. O pagamento indevido foi rapidamente percebido, mas a correção do erro depende agora de procedimentos formais e de uma saída juridicamente segura para que o dinheiro retorne à turista.

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O que o Estado tenta resolver agora

Com o caso oficialmente confirmado, a prioridade passou a ser encontrar um caminho para devolver o dinheiro. O processo administrativo aberto busca exatamente isso: permitir que o Estado faça o reembolso sem desrespeitar exigências legais e operacionais.

A situação expõe uma dificuldade prática que nem sempre aparece em casos envolvendo turistas estrangeiros: quando há erro em pagamento e o visitante não tem documentação fiscal brasileira nem conta no país, a solução pode deixar de ser imediata, mesmo quando o engano é evidente e reconhecido por todas as partes.

O Cajueiro de Pirangi é um dos pontos turísticos mais conhecidos do Rio Grande do Norte. Com cerca de 10 mil metros quadrados, o monumento natural é um dos cartões-postais mais tradicionais do estado e recebe milhares de visitantes todos os anos.

O ingresso para o público em geral custa R$ 10, enquanto a meia-entrada é de R$ 5. Foi justamente nesse contexto de uma visita comum ao local que ocorreu o pagamento equivocado da turista paraguaia, em um caso que acabou chamando atenção pelo tamanho da diferença entre o preço real e o valor transferido.

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