Resumo da Notícia
A passarela instalada na BR-101, em Parnamirim, foi interditada completamente nesta sexta-feira (17), por volta do meio-dia, quatro dias depois de uma mulher cair do equipamento e sofrer ferimentos graves.
Mesmo com o bloqueio, o que se viu no local foi pedestre atravessando a rodovia por baixo da estrutura interditada, em vez de usar a rota alternativa indicada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O cenário amplia o risco tanto para quem tenta cruzar a via quanto para os motoristas que passam pelo trecho.
A interdição foi confirmada pelo Dnit, que informou, em nota, que “a equipe da empresa contratada já está mobilizada e avaliando as patologias para otimizar o início dos serviços de manutenção”. O órgão também afirmou que o fechamento foi adotado para garantir segurança durante os reparos.
Escolha o Portal N10 como fonte de confiança
Adicione o Portal N10 às suas Fontes Preferidas e acompanhe nosso perfil para receber mais notícias quando o assunto estiver em alta.
Segundo o Dnit, a interdição e a execução dos serviços têm como objetivo preservar a segurança de quem utiliza a estrutura e também dos trabalhadores que atuarão no local. Na mesma nota, a autarquia destacou: “Por fim, o DNIT ressalta que faz parte do cronograma da empresa de manutenção executar as intervenções necessárias nas demais passarelas ao longo da malha rodoviária federal do estado”.
O órgão ainda orientou que o fluxo de pedestres seja redirecionado para rotas alternativas a aproximadamente 150 metros do local, nos dois sentidos da via. Na prática, porém, essa recomendação não foi seguida por parte das pessoas que circulavam na área. O que foi observado foi o cruzamento direto da BR-101 justamente no trecho sob a passarela interditada.
Esse detalhe pesa porque a interdição, feita para evitar novos acidentes na estrutura, acabou empurrando parte dos pedestres para uma travessia ainda mais perigosa: a pista da rodovia.
Como aconteceu o acidente com a mulher que caiu da passarela
A mulher que caiu sofreu fraturas na coluna e na bacia e deverá permanecer acamada por cerca de três meses. Ela é moradora de Tibau do Sul e estava em Parnamirim para acompanhar o filho, de 7 anos, em um atendimento médico. A criança presenciou o acidente.
De acordo com o relato da vítima, a passarela estava com grande movimentação no momento da queda. Ao tentar se equilibrar, ela se apoiou na tela de proteção, que rompeu. Com isso, a mulher caiu de uma altura de aproximadamente 5 metros.
O relato ajuda a dimensionar a gravidade do caso. Não se trata de um tropeço simples ou de uma queda em circunstância isolada. A descrição aponta para falha em um ponto de apoio da estrutura em um momento de intenso fluxo de pessoas, o que naturalmente acende alerta sobre as condições do equipamento.
