MPRN cobra reforma urgente em CMEI de Parnamirim após apontar infiltrações, mofo e risco à segurança

Relatório técnico aponta riscos estruturais graves, como fiação exposta, teto com infiltração crônica, além de ausência de alvará no CMEI Djanira Freire.
CMEI Djanira Freire
CMEI Djanira Freire

Resumo da Notícia

  • MPRN recomenda reforma emergencial em CMEI de Parnamirim.
  • Identificados problemas estruturais e de segurança que colocam em risco alunos e servidores.
  • Infiltrações, mofo, fiação exposta e falhas hidráulicas estão entre as irregularidades.
  • Unidade funciona sem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e sem projeto de segurança aprovado.
  • MPRN cobra plano de ação detalhado da Prefeitura para reparos e regularização da unidade.
  • Descumprimento das medidas pode resultar em ações judiciais.
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O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou que a Prefeitura de Parnamirim realize reformas emergenciais no Centro Infantil Municipal Professora Djanira Freire da Mota, no bairro Cajupiranga. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado da última terça-feira (31/03) e fixa prazo de 30 dias para a adoção de providências.

O que pesou para a recomendação foi a identificação de uma sequência de problemas estruturais e de segurança que, na avaliação do órgão, afetam o ambiente escolar e colocam em risco alunos e servidores.

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Entre as irregularidades apontadas estão infiltrações que provocam inundações em salas de aula em dias de chuva, paredes com mofo, forros danificados, fiação elétrica exposta e falhas hidráulicas nos banheiros. O cenário foi descrito a partir de relatório técnico elaborado pela Central de Apoio Técnico Especializado do MPRN e de relatório fotográfico produzido pela Secretaria Municipal de Obras Públicas.

Vistoria também apontou falhas graves na prevenção contra incêndio

A situação da unidade não se restringe aos danos estruturais. Vistoria realizada no ano passado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte apontou que a escola funcionava sem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e também sem projeto de segurança aprovado.

Além disso, foram identificados extintores vencidos, sistema de hidrantes sem funcionamento e ausência de sinalização e iluminação de emergência adequadas. Na prática, o conjunto dessas falhas ampliou a gravidade do caso, porque a discussão deixou de ser apenas sobre conservação do prédio e passou a envolver também risco direto à integridade física de quem frequenta o centro infantil.

A recomendação destaca justamente esse ponto: os problemas encontrados não prejudicam apenas o direito à educação, mas também comprometem a segurança de crianças e servidores do Centro Infantil Municipal Professora Djanira Freire da Mota. Confira imagens:

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Prefeitura terá de apresentar plano detalhado

Diante desse quadro, a 11ª Promotoria de Justiça de Parnamirim recomendou à Prefeitura de Parnamirim e às secretarias municipais de Educação e de Obras a apresentação de um plano de ação detalhado. O documento deve prever medidas para reparos no telhado, na rede elétrica e na rede hidráulica, além da reposição de portas e forros.

O Ministério Público também cobrou ações voltadas à prevenção contra incêndio e à regularização da unidade junto ao Corpo de Bombeiros. O objetivo declarado é assegurar às crianças um ambiente de aprendizado seguro, sem exposição a riscos estruturais e operacionais já identificados em relatórios técnicos e vistoria oficial.

O texto da recomendação ainda traz um alerta claro: o descumprimento das medidas poderá resultar em ações judiciais. Com isso, o caso deixa de ser apenas uma cobrança administrativa e passa a carregar a possibilidade concreta de judicialização, caso o município não apresente resposta dentro do prazo fixado.

A situação do CMEI Professora Djanira Freire da Mota, portanto, entrou formalmente no radar do Ministério Público em razão de problemas que afetam desde o funcionamento diário da unidade até itens básicos de segurança. Com infiltrações, mofo, danos em forros, falhas elétricas, problemas hidráulicos e ausência de regularização contra incêndio, a escola foi enquadrada em um cenário que exige resposta rápida do poder público municipal.

A recomendação na íntegra detalha as medidas cobradas pelo Ministério Público.

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