Falta de profissionais leva servidores da UPA de Nova Esperança a decretarem greve em Parnamirim

Além da redução de profissionais, os servidores também denunciaram falta de EPI’s, como dosímetros, materiais e insumos.
UPA de Nova Esperança
UPA de Nova Esperança, em Parnamirim - Reprodução

Resumo da Notícia

  • Servidores da UPA de Nova Esperança, em Parnamirim, decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir de 23 de abril.
  • A paralisação é motivada pela falta de profissionais, sobrecarga de trabalho e condições precárias na unidade.
  • A UPA de Nova Esperança é a única do município, intensificando o impacto da crise relatada pelos servidores.
  • Trabalhadores relatam adoecimento físico e mental, comprometendo a qualidade da assistência prestada à população.
  • Foram contabilizadas 18 baixas no quadro de pessoal sem reposição, além da falta de EPIs e insumos.
  • O Sindsaúde/RN solicita providências urgentes à gestão municipal para garantir condições dignas de trabalho e atendimento adequado.
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Os servidores e servidoras da UPA de Nova Esperança, em Parnamirim, decidiram por unanimidade entrar em greve por tempo indeterminado a partir de 23 de abril. A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta segunda-feira (13) e está diretamente ligada à falta de profissionais na unidade, apontada pelos trabalhadores como o principal fator de sobrecarga e de agravamento das condições de atendimento.

A paralisação, segundo a deliberação aprovada, será mantida até que a gestão da prefeita Nilda regularize o dimensionamento das escalas de serviço dos trabalhadores lotados na unidade.

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A UPA de Nova Esperança é a única UPA do município, o que amplia o peso da crise relatada pelos servidores. O argumento central dos trabalhadores é que o déficit de pessoal já não permite nem mesmo o fechamento adequado das escalas, cenário que, segundo o sindicato, se arrasta há anos, mas chegou agora a um nível ainda mais crítico.

Falta de profissionais e escalas incompletas levaram à decisão

De acordo com os relatos apresentados durante a assembleia, a rotina de trabalho na unidade vem sendo marcada por tentativas constantes de suprir a carência de pessoal para garantir, ao menos de forma mínima, a assistência à população. O problema, porém, avançou. Segundo a categoria, a situação se agravou a ponto de as escalas de serviço não estarem mais sendo fechadas por insuficiência de profissionais.

Os servidores afirmaram que a pressão contínua tem provocado adoecimento físico e mental, com reflexo direto no aumento de afastamentos. Esse movimento, por sua vez, amplia ainda mais o déficit já existente e aprofunda o desgaste da equipe que segue em atividade.

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Durante a assembleia, os trabalhadores relataram que já ultrapassaram seus limites, em um quadro que, segundo eles, passou a comprometer inclusive a qualidade da assistência prestada à população. O entendimento apresentado é que a precarização da estrutura de trabalho atinge não apenas os servidores, mas também o atendimento ofertado aos usuários da rede pública de saúde de Parnamirim.

Servidores denunciam 18 baixas e falta de insumos

Outro dado levado à assembleia foi o número de perdas recentes no quadro de pessoal. Segundo as informações apresentadas, já foram contabilizadas 18 baixas sem reposição, entre exonerações, remanejamentos para outras unidades e afastamentos recentes.

Além da redução de profissionais, os servidores também denunciaram falta de EPI’s, como dosímetros, materiais e insumos. O quadro descrito pelos trabalhadores aponta, portanto, para uma crise que não se restringe ao número de funcionários, mas alcança também as condições concretas de trabalho dentro da unidade.

Diante desse cenário, o Sindsaúde/RN informou que solicita providências urgentes à gestão municipal para que o problema seja resolvido o mais rápido possível. A reivindicação central do sindicato é dupla: garantir condições dignas de trabalho aos servidores e assegurar atendimento adequado à população.

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