O Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), em Natal, investiga um caso de transplante renal realizado de forma equivocada. Um rim foi colocado em um paciente que não era o receptor previsto, o que levou à necessidade de transferência para a UTI e posterior retirada do órgão, que acabou não podendo mais ser aproveitado pelo destinatário correto.
Segundo informações da própria unidade hospitalar, o equívoco ocorreu porque os pacientes envolvidos tinham nomes semelhantes. O receptor errado foi chamado para a cirurgia, recebeu o órgão sem compatibilidade de tipo sanguíneo e, em seguida, apresentou reação adversa, confirmando a incompatibilidade.
O transplante equivocado resultou em complicações imediatas. O paciente apresentou rejeição ao órgão e foi encaminhado à UTI, onde permanece sob monitoramento constante e em isolamento. O hospital informou que oferece acompanhamento clínico integral e apoio psicológico aos familiares.
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A direção reconheceu que os protocolos de conferência de compatibilidade não foram cumpridos corretamente. O caso desencadeou a abertura de uma investigação interna, com prazo de até 60 dias para conclusão. O HUOL afirmou que a apuração busca identificar toda a cadeia de acontecimentos que levou ao erro.
Medidas adotadas pela instituição
Após a confirmação do problema, a administração do HUOL comunicou que tomou medidas imediatas: notificou os órgãos reguladores, abriu procedimento administrativo, reforçou o suporte médico ao paciente e ofereceu atendimento psicológico à família.
O hospital pertence à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e é administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Apesar da gravidade do caso, os nomes dos profissionais e dos pacientes não foram divulgados.
Nota oficial enviada ao Portal N10
“O Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL-UFRN/Ebserh) informa que está apurando com rigor evento em um procedimento de transplante renal.
Todas as providências cabíveis foram imediatamente adotadas, incluindo a notificação junto aos órgãos competentes, o acompanhamento clínico integral do paciente, suporte psicológico a familiares e a abertura de processo interno para apurar responsavelmente toda cadeia de eventos que envolveram este transplante renal, com previsão de conclusão em 60 dias.
Desde 1998, o hospital é referência no Rio Grande do Norte e no Brasil, em transplantes de rim e de córnea, tendo realizado 854 procedimentos ao longo de sua trajetória, com uma equipe qualificada em tratamentos de alta complexidade.”
