Resumo da Notícia
O Rio Grande do Norte gerou 1.127 empregos formais em março de 2026, segundo dados do Novo Caged, divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O saldo positivo foi puxado principalmente pelo setor de Serviços, que abriu 1.429 vagas, seguido por Construção, com 861 postos, e Comércio, com 584. Na outra ponta, Indústria e Agropecuária fecharam o mês com resultado negativo.
Três dos cinco grandes grupos de atividades econômicas pesquisados tiveram saldo positivo no estado. O setor de Serviços liderou a geração de empregos formais, com 1.429 novos postos, mantendo o peso da atividade no mercado de trabalho potiguar.
A Construção também teve desempenho relevante, com 861 vagas formais, enquanto o Comércio gerou 584 empregos com carteira assinada no mês.
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| Setor no RN | Saldo em março |
|---|---|
| Serviços | +1.429 |
| Construção | +861 |
| Comércio | +584 |
| Indústria | -242 |
| Agropecuária | -1.504 |
| Total | +1.127 |
Os desempenhos negativos ficaram concentrados na Indústria, com fechamento de 242 postos, e na Agropecuária, que registrou saldo de -1.504 empregos.
Natal lidera geração de empregos formais no estado
Entre os municípios potiguares, Natal teve o maior saldo de empregos formais em março, com 738 novos postos com carteira assinada.
Na sequência aparecem Parnamirim, com 425 vagas, São Gonçalo do Amarante, com 234, e Caicó, com 184.
| Município | Saldo de empregos formais |
|---|---|
| Natal | +738 |
| Parnamirim | +425 |
| São Gonçalo do Amarante | +234 |
| Caicó | +184 |
Mulheres e jovens ocuparam a maior parte das vagas no RN
No recorte por gênero, a maior parte das vagas formais criadas no Rio Grande do Norte em março foi ocupada por mulheres, com saldo de 1.169 empregos. Entre os homens, houve saldo negativo de -42 postos.
Por faixa etária, o destaque ficou com os jovens de 18 a 24 anos, que preencheram 1.481 novos postos formais no estado.
Na análise por grau de instrução, a maioria dos vínculos criados foi ocupada por pessoas com ensino médio completo, responsáveis por 2.105 vagas.
Brasil criou 228 mil empregos com carteira em março
No cenário nacional, o mercado de trabalho brasileiro gerou 228.208 novos empregos com carteira assinada em março de 2026. O resultado veio de 2,52 milhões de admissões e 2,29 milhões de desligamentos.
Com o desempenho de março, o país acumulou 613.373 novas vagas formais no primeiro trimestre. No recorte dos últimos 12 meses, entre abril de 2025 e março de 2026, foram criados 1,21 milhão de empregos com carteira assinada.
O total de vínculos formais ativos no Brasil chegou a 49,08 milhões, alta de 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com março de 2025, quando foram geradas 79.994 vagas, o saldo de março de 2026 confirmou a expansão do mercado formal.
Quais estados mais geraram empregos
Em março de 2026, 24 das 27 unidades da Federação tiveram saldo positivo de empregos formais. Os maiores resultados absolutos foram registrados em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
| Unidade da Federação | Saldo |
|---|---|
| São Paulo | +67.876 |
| Minas Gerais | +38.845 |
| Rio de Janeiro | +23.914 |
As unidades da Federação com saldo negativo foram Alagoas, com -5.243, Mato Grosso, com -1.716, e Sergipe, com -338.
No crescimento proporcional do emprego formal, o destaque foi o Acre, com variação relativa de 0,92%, seguido por Roraima, com 0,88%, e Piauí, com 0,86%.
Serviços lideraram geração de vagas no país
No Brasil, quatro dos cinco grandes setores da economia tiveram variação positiva em março. O setor de Serviços foi o maior gerador de postos, com 152.391 vagas, alta de 0,6%.
O resultado foi impulsionado por atividades administrativas, com 38.782 vagas, educação, com 21.837, e saúde e serviços sociais, com 22.372.
| Setor no Brasil | Saldo em março |
|---|---|
| Serviços | +152.391 |
| Construção | +38.316 |
| Indústria | +28.336 |
| Comércio | +27.267 |
| Agropecuária | -18.096 |
A Construção criou 38.316 postos formais, puxada por obras de infraestrutura, com 15.316, e construção de edifícios, com 13.330.
A Indústria teve saldo positivo de 28.336 postos, com destaque para fabricação de produtos de carne, com 5.113, processamento de fumo, com 2.885, e fabricação de biocombustíveis, com 2.613.
O Comércio gerou 27.267 empregos, com resultados positivos no ramo varejista, com 11.991, e no atacado, também com 11.991. Já a Agropecuária fechou o mês com saldo negativo de -18.096, influenciado pela desmobilização de maçã, soja e laranja.
Jovens responderam por 72,6% do saldo nacional
A geração de empregos no país teve saldo positivo tanto para mulheres quanto para homens. As mulheres ocuparam 132.477 novas vagas, enquanto os homens responderam por 95.731 postos.
Os jovens de até 24 anos representaram 72,6% do saldo total do mês, o equivalente a 165.785 postos.
Por escolaridade, pessoas com ensino médio completo lideraram a ocupação das vagas, com 183.037 postos, seguidas por trabalhadores com nível superior, com 23.265.
No recorte por raça, o saldo foi positivo para pardos, com 142.228, brancos, com 68.663, pretos, com 33.823, e amarelos, com 883.
O mercado formal absorveu 224.236 novos trabalhadores brasileiros e naturalizados, além de 3.972 estrangeiros.
Salário médio de admissão ficou em R$ 2.350,83
O salário médio real de admissão em março de 2026 foi de R$ 2.350,83, com variação negativa de R$ 17,50, ou -0,7%, em relação a fevereiro.
Na comparação com março do ano anterior, houve aumento de R$ 41,80, equivalente a 1,8%.
Entre os trabalhadores considerados típicos, o salário médio foi de R$ 2.397,89. Para os não típicos, ficou em R$ 2.019,09.
