Levantamento do IBGE aponta que mulheres já são ampla maioria no RN

A diferença aumenta com a idade e se torna mais forte entre os idosos: no grupo com 60 anos ou mais, o RN registra 76 homens para cada 100 mulheres, reflexo da maior longevidade feminina.
Levantamento do IBGE aponta que mulheres já são ampla maioria no RN
Crédito: Monkey Business / Adobe Stock

Resumo da Notícia

  • O Rio Grande do Norte possui 93 homens para cada 100 mulheres, segundo a PNAD Contínua 2025 do IBGE.
  • A diferença é mais acentuada entre idosos com 60 anos ou mais, com 76 homens para cada 100 mulheres.
  • A única faixa etária com maioria masculina no estado é a de 25 a 29 anos.
  • O Censo de 2022 e a série histórica confirmam a predominância feminina no Brasil.
  • Fatores biológicos e maior expectativa de vida das mulheres explicam o fenômeno.
  • A vantagem masculina nos nascimentos desaparece por volta dos 24 anos de idade.
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O Rio Grande do Norte registra 93 homens para cada 100 mulheres, segundo a PNAD Contínua 2025, divulgada pelo IBGE na semana passada. O dado confirma a predominância feminina na composição populacional do estado, movimento que também aparece no restante do país.

No grupo com 60 anos ou mais, essa diferença fica ainda mais evidente: são 76 homens para cada 100 mulheres, quadro associado à maior longevidade feminina e aos efeitos acumulados da mortalidade masculina ao longo da vida.

No cenário nacional, a proporção é de 95 homens para cada 100 mulheres. Em alguns estados, o desequilíbrio entre os sexos entre os idosos é ainda mais intenso. No Rio de Janeiro, por exemplo, a faixa acima dos 60 anos registra 70 homens para cada 100 mulheres. Em São Paulo, o índice é igual ao potiguar nessa mesma faixa etária: 76 para cada 100.

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Como a proporção entre homens e mulheres muda por idade no RN

A diferença entre os sexos no Rio Grande do Norte não é uniforme em todas as faixas etárias. Entre jovens de 18 a 19 anos, o estado tem 92,5 homens para cada 100 mulheres. No grupo de 20 a 24 anos, a proporção cai ainda mais, chegando a 85,1 homens para cada 100 mulheres.

A única faixa em que há predominância masculina é a de 25 a 29 anos, com 106,3 homens para cada 100 mulheres. Depois disso, a maioria feminina volta a se impor. Entre pessoas de 30 a 39 anos, são 93,3 homens para cada 100 mulheres. Na faixa de 40 a 49 anos, o índice recua para 88,7. Já no grupo de 50 a 59 anos, a proporção sobe para 91,5, mas segue abaixo da paridade.

Essa distribuição mostra que a presença feminina se consolida principalmente a partir da vida adulta e se acentua na velhice, quando a distância entre homens e mulheres se torna mais expressiva.

A predominância feminina observada no Rio Grande do Norte não é um caso isolado. O padrão se repete em todas as regiões do Brasil e na maioria dos estados. As exceções apontadas pela pesquisa são Tocantins, com 105,5 homens para cada 100 mulheres; Mato Grosso, com 101,1; e Santa Catarina, com 100,2.

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Ou seja, embora o país mantenha maioria feminina na composição populacional, ainda existem unidades da federação em que os homens aparecem em número ligeiramente superior ou praticamente em equilíbrio com as mulheres.

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Censo de 2022 e série histórica reforçam maioria feminina

Os dados do Censo de 2022 ajudam a reforçar esse cenário. O Brasil tinha 104.548.325 mulheres e 98.532.431 homens, uma diferença de cerca de 6 milhões de mulheres a mais.

A série histórica também aponta estabilidade nessa composição. Em 2012, a população brasileira era formada por 48,9% de homens e 51,1% de mulheres, percentual que se manteve até 2018. Em 2019, houve uma pequena mudança para 48,8% de homens e 51,2% de mulheres, patamar que seguiu até 2024.

Esse histórico mostra que a maioria feminina não é um movimento recente ou pontual, mas uma característica persistente da estrutura demográfica brasileira.

Por que as mulheres se tornam maioria ao longo da vida

Fatores biológicos e sociais ajudam a explicar esse resultado. Embora os nascimentos masculinos sejam, em geral, superiores aos femininos em cerca de 3% a 5% no mundo, essa vantagem costuma permanecer apenas até aproximadamente os 24 anos. Depois disso, a população feminina passa a ser maioria.

Outro elemento importante está na expectativa de vida das mulheres, que é superior à dos homens. Esse cenário costuma ser associado, de modo geral, a uma maior frequência de cuidados com a saúde, alimentação e acompanhamento médico entre as mulheres, o que contribui para sua presença mais forte nas faixas etárias mais elevadas.

É justamente essa combinação entre dinâmica dos nascimentos, mortalidade e longevidade que ajuda a explicar por que a diferença entre homens e mulheres cresce com o avanço da idade.

A PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar e amostral realizada desde janeiro de 2012, “que acompanha as flutuações trimestrais e a evolução da força de trabalho, entre outras informações necessárias para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do País.

O instituto também registra que os dados de 2020 e 2021 sofreram impacto da pandemia de Covid-19. De acordo com o IBGE, houve queda acentuada das taxas de aproveitamento da coleta, sobretudo na primeira visita ao domicílio.

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