O Rio Grande do Norte passou a contar com oito novos blocos terrestres aptos para exploração de petróleo e gás natural após a atualização do edital da Oferta Permanente de Concessão (OPC), publicada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta terça-feira (12). As novas áreas ficam na Bacia Potiguar, considerada uma das regiões mais estratégicas do setor onshore brasileiro.
Com a atualização, o edital soma agora 495 blocos exploratórios e cinco áreas com acumulações disponíveis para futuras rodadas da OPC. No caso da Bacia Potiguar — que abrange áreas do RN e do Ceará — o total chega a 41 blocos aptos à oferta.
Além do RN, a nova versão do edital adicionou 26 blocos na Bacia de Campos, em área marítima, e outros 11 na Bacia de Santos.
Segundo a ANP, todos os blocos e áreas incluídos no edital possuem parecer favorável de viabilidade ambiental, além de Manifestação Conjunta dos Ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
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A medida reforça a expectativa de novos investimentos para o setor petrolífero potiguar, especialmente em um momento de retomada da atividade onshore no Estado.
Em entrevista concedida ao Portal N10 em abril, Marcos Brasil, coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte (Sindipetro-RN), afirmou que os investimentos previstos para o RN podem chegar a R$ 7 bilhões.
Segundo ele, a ampliação da atividade exploratória também pode gerar até 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos, impulsionando a economia potiguar por meio da cadeia produtiva do petróleo e gás.
Marcos Brasil destacou que o avanço das operações nos blocos da Bacia Potiguar tende a fortalecer o desenvolvimento regional, especialmente em municípios historicamente ligados à produção terrestre de petróleo.
A reportagem procurou a ANP, por meio da assessoria de comunicação, para obter detalhes sobre a localização exata dos novos blocos da Bacia Potiguar, mas não recebeu retorno até o fechamento desta matéria.
Para a BRAVA Energia, empresa que atua na exploração de petróleo e gás no Rio Grande do Norte, a ampliação das áreas ofertadas representa um movimento importante para o mercado nacional.
“A ampliação de áreas ofertadas na Bacia Potiguar é uma medida importante para o dinamismo do onshore brasileiro”, afirmou a companhia.
“A iniciativa tem potencial para atrair novos investimentos e reforçar o desenvolvimento socioeconômico regional, contribuindo para a geração de empregos e renda nas comunidades locais”, acrescentou.
A PetroRecôncavo, que também possui operações no RN, foi procurada pela reportagem, mas não comentou o assunto.
Entenda o que muda com a Oferta Permanente da ANP
Com a publicação do novo edital, os blocos adicionados já podem receber declarações de interesse de empresas habilitadas, etapa que abre caminho para o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão.
Atualmente, a Oferta Permanente é considerada a principal modalidade de licitação para exploração e produção de petróleo e gás no Brasil.
O modelo permite que empresas apresentem ofertas a qualquer momento, sem depender exclusivamente das tradicionais rodadas periódicas de licitação. A estrutura foi criada para ampliar a competitividade do setor e acelerar novos investimentos em exploração energética.
Até agora, a ANP já realizou cinco ciclos da Oferta Permanente de Concessão, nos anos de 2019, 2020, 2022, 2023 e 2025. Já a Oferta Permanente de Partilha da Produção contabiliza três ciclos, realizados em 2022, 2023 e 2025.
