Resumo da Notícia
A Páscoa de 2026 deve impulsionar de forma relevante a economia do Rio Grande do Norte. Levantamento do Instituto Fecomércio RN (IFC) estima uma movimentação de R$ 476,5 milhões no estado durante o período, resultado que representa alta de 8,1% em relação ao ano passado. O cenário é puxado por um consumidor mais disposto a comprar, gastar mais e até viajar no feriado, em um ambiente que combina reação do varejo com avanço do turismo.
Os dados mostram que a data ganhou ainda mais peso no calendário econômico potiguar. A leitura do IFC aponta um público mais animado do que em 2025, com aumento do ticket médio, maior intenção de presentear e crescimento dos gastos também com pescados e viagens. Em Natal e Mossoró, a disposição para comprar presentes alcançou o maior nível da série histórica iniciada em 2021, reforçando o caráter cada vez mais estratégico da Semana Santa para o comércio.
A pesquisa foi realizada entre 27 de fevereiro e 5 de março de 2026, ouvindo consumidores nas duas maiores cidades do estado. E o retrato que ela entrega é bastante claro: a Páscoa não está movimentando apenas as vitrines, mas também o planejamento de famílias que pretendem consumir mais e circular mais durante o feriado.
Natal lidera intenção de presentear e deve movimentar R$ 173,3 milhões
Na capital potiguar, os números foram especialmente fortes. Em Natal, 68,6% dos consumidores afirmaram que pretendem comprar presentes na Semana Santa, o maior índice já registrado pela pesquisa. O gasto médio com presentes também atingiu o melhor patamar da série, chegando a R$ 119,01.
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O levantamento mostra ainda um comportamento financeiro bastante definido. A maior parte das compras na cidade deve ser paga à vista, por PIX ou dinheiro, modalidade escolhida por 61,1% dos entrevistados. Quanto ao local das compras, os shoppings lideram com 46,4%, seguidos pelo comércio de rua, que aparece com 37%.
Outro dado que chama atenção em Natal é o espaço maior para produtos artesanais. Segundo o IFC, 21,5% dos consumidores disseram que pretendem comprar ovos artesanais, o que ajuda a mostrar como a data também abre oportunidades para pequenos produtores e negócios mais personalizados.
No turismo, a capital também registrou avanço. A intenção de viajar no feriado chegou a 20,5%, com o interior do estado aparecendo como principal destino. Somando os gastos com presentes, pescados e viagens, a estimativa é de que Natal movimente R$ 173,3 milhões nesta Páscoa.
Mossoró cresce nas compras e supera Natal na intenção de viajar
Em Mossoró, o ambiente também é de expansão. A intenção de presentear chegou a 61,6%, igualmente no maior nível da série histórica. Embora abaixo do percentual registrado em Natal, o dado reforça que a cidade acompanha a tendência de fortalecimento do consumo na data.
No comportamento de compra, o comércio de rua segue como principal escolha dos consumidores mossoroenses, com 47,1%, enquanto os shoppings aparecem com 37,3%. O gasto médio com presentes ficou em R$ 113,51, mantendo a cidade em um patamar importante de movimentação para o varejo local.
Na forma de pagamento, Mossoró apresentou um quadro mais equilibrado do que a capital. O uso de PIX ou dinheiro foi citado por 47,7% dos entrevistados, enquanto o cartão de crédito apareceu logo atrás, com 44,5%. Esse equilíbrio sugere um consumidor dividido entre o pagamento imediato e o parcelamento ou uso de crédito.
Mas é no turismo que Mossoró se destaca ainda mais. A intenção de viajar no feriado atingiu 22,4%, superando a taxa registrada em Natal. Com isso, a cidade também entra no radar como ponto de origem importante para a circulação de pessoas durante a Semana Santa. No total, a estimativa do IFC é de que Mossoró movimente R$ 65,0 milhões.
Pescados mantêm protagonismo e reforçam tradição da data
Além dos presentes, os pescados seguem como um dos eixos mais fortes da Páscoa no estado. Em Natal, 72,6% dos consumidores disseram que pretendem comprar peixes ou crustáceos. Em Mossoró, esse percentual é ainda maior: 75,9%.
Os gastos médios com esses produtos também cresceram nas duas cidades. Na capital, o valor chegou a R$ 89,86. Já em Mossoró, ficou em R$ 88,10. Os números reforçam que a Semana Santa continua fortemente associada ao consumo de alimentos tradicionais, mantendo aquecido um segmento importante do comércio nesse período.
Esse dado tem peso porque mostra que a Páscoa movimenta mais de um tipo de consumo ao mesmo tempo. Não se trata apenas da compra de presentes. Há uma cadeia maior sendo ativada, envolvendo alimentação, deslocamentos, hospedagem e diferentes formatos de venda.
Fecomércio vê data como estratégica para os empresários
Para o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, o desempenho projetado em 2026 reforça o valor econômico das datas sazonais para o estado e exige atenção do empresariado quanto ao momento ideal de preparação. “A Páscoa de 2026 confirma o peso das datas sazonais para o comércio potiguar e reforça a importância do planejamento antecipado por parte dos empresários, especialmente porque a maioria das compras deve ser concentrada na semana anterior ao feriado”, avalia.
A observação faz sentido diante dos próprios números da pesquisa. Com intenção de compra recorde em Natal e Mossoró, crescimento do gasto médio e aumento da disposição para viajar, a Semana Santa se consolida como uma janela importante para faturamento. E, neste ano, o efeito parece ainda mais amplo: a Páscoa não deve apenas aquecer o comércio, mas também fortalecer a circulação econômica ligada ao turismo em diferentes regiões do Rio Grande do Norte.
