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Moraes cobra explicações de Bolsonaro após PM apreender pistola registrada em nome do ex-presidente

A arma, uma Glock calibre 9 mm, foi apreendida pela PMDF em uma blitz na madrugada de segunda-feira (15).
Jair Bolsonaro recebe alta após diagnóstico de câncer de pele
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Resumo da Notícia

  • Alexandre de Moraes deu 24 horas para Bolsonaro explicar por que mantinha em casa uma pistola registrada em seu nome.
  • O armamento estava com um militar da equipe de segurança do ex-presidente, que disse levá-lo para reparo.
  • Moraes também cobrou informações sobre a fiscalização dos veículos que saem da residência de Bolsonaro.
  • A PMDF informou que revista carros que entram ou deixam a área interna do imóvel, mas não os veículos da equipe de segurança estacionados em via pública.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro (PL) explique por que uma pistola registrada em nome do ex-presidente estava sendo transportada por um integrante de sua equipe de segurança, em Brasília. A arma foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) durante uma blitz realizada na madrugada de segunda-feira (15).

Segundo a PMDF, o armamento é uma pistola Glock calibre 9 mm e estava em um veículo oficial conduzido por um ex-integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O militar que estava com a arma afirmou à polícia que levava o equipamento para reparo e que ele seria devolvido ao proprietário.

A explicação, no entanto, ainda terá de ser formalizada à Corte. No despacho, Moraes pediu que a defesa esclareça por que Bolsonaro mantinha a pistola em casa, acompanhada de um carregador, e por qual motivo solicitou a manutenção do armamento às vésperas do fim dos 90 dias de prisão domiciliar humanitária concedidos para sua recuperação de uma broncopneumonia.

Fiscalização na casa de Bolsonaro também entrou na mira do STF

O episódio da arma levou Moraes a cobrar novas informações sobre a rotina de fiscalização na residência do ex-presidente. O ministro pediu explicações ao comando do 19º Batalhão da PMDF sobre o cumprimento das medidas determinadas pelo Supremo durante a prisão domiciliar.

Entre os pontos questionados estão as revistas nos veículos que deixam o imóvel, inclusive carros oficiais usados pela equipe de segurança, e a guarda dos celulares de agentes do GSI fora da residência.

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Em resposta ao STF, a PMDF informou que realiza vistorias nos veículos que saem da casa de Bolsonaro e que mantém sob custódia os aparelhos eletrônicos de visitantes e agentes do GSI durante o serviço. A corporação, porém, reconheceu que os veículos utilizados pela equipe de segurança não passam pelo mesmo procedimento.

A justificativa apresentada é que esses carros permanecem estacionados em via pública e não entram na garagem nem na área interna da residência. Por esse motivo, segundo a Polícia Militar, eles não são submetidos às vistorias aplicadas aos automóveis que ingressam ou deixam a parte interna do imóvel.

Arma ficou com as autoridades

Segundo informações da CNN, a pistola era levada para manutenção e depois retornaria ao proprietário. Após a abordagem, o armamento foi mantido em posse das autoridades policiais.

A PMDF informou ainda que a arma passará por análise dos órgãos competentes. Até que a defesa apresente os esclarecimentos solicitados, o Supremo aguarda a justificativa formal sobre a presença do armamento na residência e sobre o deslocamento para reparo no período questionado por Moraes.

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