Resumo da Notícia
O Rio Grande do Norte passou a contar, em março, com 240.070 novas famílias contempladas pelo programa Gás do Povo, dentro da nova etapa de expansão da política federal.
O avanço no estado veio acompanhado de um aporte de mais de R$ 24,5 milhões do Governo do Brasil e reforça o crescimento de uma iniciativa voltada à população de baixa renda, com foco no acesso gratuito ao botijão de gás de 13 quilos. Em âmbito nacional, o programa chegou, também em março, a aproximadamente 15 milhões de famílias.
O modelo adotado pelo Gás do Povo busca garantir a recarga gratuita do botijão de 13 quilos diretamente nas revendas credenciadas, com uma operação apresentada como simples, digital e segura. A política foi estruturada para substituir o antigo formato de transferência em dinheiro por uma entrega direta do insumo, num movimento que, segundo o governo, amplia a efetividade da ação pública e assegura que o benefício chegue ao uso essencial dentro de casa: o preparo de alimentos.
Nova fase triplica beneficiários e amplia presença do programa
A etapa de expansão iniciada em março representou um salto expressivo. O programa triplicou o número de beneficiários e se consolidou como uma das maiores políticas públicas de cozimento limpo do mundo. Nesta fase de operacionalização, iniciada na segunda-feira (23/3), 9,4 milhões de famílias receberam o benefício. A meta estabelecida é viabilizar cerca de 65 milhões de recargas por ano às famílias atendidas.
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A dimensão dessa ampliação não surgiu de forma repentina. O Gás do Povo foi sendo implementado gradualmente. A primeira fase começou em novembro de 2025, com atendimento a 1 milhão de famílias em 10 capitais.
Em janeiro de 2026, houve ampliação para 17 capitais e, depois, o programa passou a alcançar todas as capitais do país. Na etapa seguinte, foram incorporadas automaticamente as 4,5 milhões de famílias que já recebiam o Auxílio Gás dos Brasileiros. Com a continuidade da expansão, a política agora alcança praticamente toda a meta prevista, com presença em grande parte do território nacional.
Como funciona o benefício no Rio Grande do Norte
As regras do programa variam conforme o tamanho da família. Quem vive em núcleos com duas ou três pessoas pode receber até quatro recargas por ano, o equivalente a um vale a cada três meses. Já as famílias com quatro ou mais pessoas podem receber até seis recargas por ano, o que corresponde a um vale a cada dois meses.
No caso potiguar, entre as mais de 240 mil famílias beneficiadas em março, 43,6 mil receberam vales de dois meses, enquanto 196,4 mil receberam vales de três meses. Outro dado relevante no estado diz respeito ao perfil das famílias atendidas: 332,4 mil famílias têm mulheres como responsáveis familiares, o que representa 93,7% do total de famílias atendidas no Rio Grande do Norte.
Esse recorte acompanha uma tendência observada nacionalmente. Em março, 92% dos lares beneficiados no país tinham mulheres como responsáveis familiares, o equivalente a 8,7 milhões de famílias. O dado reforça o peso social do programa e sua incidência sobre lares em situação de maior vulnerabilidade.
Governo destaca dignidade, saúde e combate à pobreza energética
Ao explicar a lógica da política, o governo federal sustenta que o programa enfrenta diretamente a chamada pobreza energética. O problema está ligado ao alto custo da recarga do botijão e às dificuldades de distribuição, sobretudo em áreas mais afastadas, o que historicamente empurrou muitas famílias para alternativas precárias, como lenha, carvão e querosene. Essas práticas expõem, principalmente, mulheres e crianças à fumaça tóxica, a doenças respiratórias e ao risco de queimaduras.
Na avaliação do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o programa avança sobre esse cenário com uma estrutura mais robusta. “Estamos triplicando o número de famílias atendidas”, destaca o ministro.
Em seguida, ele afirma: “O programa combina inclusão social, promoção à saúde, tecnologia e parceria com o setor produtivo para garantir alcance amplo e operação eficiente em todo o território nacional. Ao integrar política social, política energética e coordenação federativa, o Gás do Povo fortalece a atuação do Estado no enfrentamento da pobreza energética, ao mesmo tempo em que estimula a organização do mercado local de revendas e a eficiência na distribuição”, prossegue o ministro.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, ressaltou o impacto direto sobre a vida cotidiana das famílias. “O Gás do Povo representa um avanço importante no combate à pobreza e na garantia de dignidade às famílias brasileiras. É uma política que chega diretamente às mulheres, que são maioria entre as responsáveis pelos lares atendidos. Garantir o acesso gratuito ao gás de cozinha é assegurar condições básicas para que essas famílias vivam melhor”, afirma o ministro.
Como consultar o benefício e quais são os critérios
Para saber se foi contemplado, o beneficiário deve consultar o aplicativo “Meu Social – Gás do Povo”, onde é possível verificar a situação do vale e localizar as revendas credenciadas. Não é necessário ir até um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou postos do Cadastro Único. As revendas participantes estarão identificadas com a logo do Gás do Povo.
Quem não possui celular ou acesso à internet pode usar o cartão do Programa Bolsa Família (com chip), o cartão de débito da CAIXA ou informar o CPF do Responsável Familiar na maquininha “Azulzinha” ou no aplicativo “Azulzinha Aproxima”, meio de pagamento utilizado nas revendas credenciadas.
Para ter acesso ao programa, é necessário cumprir alguns critérios: ter pelo menos duas pessoas na composição familiar, possuir renda per capita de até meio salário-mínimo e estar com o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses. O CPF do responsável familiar deve estar regular, e o cadastro não pode apresentar pendências, como averiguação cadastral ou indício de óbito do responsável familiar. O programa prioriza famílias do Bolsa Família.
