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Brasil

Homem agride mulher com filho nos braços em bar de Nova Parnamirim

O homem que aparece nas imagens possui antecedentes por crimes relacionados à violência doméstica.

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Resumo da Notícia

  • Homem agride mulher com criança no colo em bar cheio de Nova Parnamirim.
  • Agressor de bar na Grande Natal responde por violência doméstica na Justiça.
  • Feminicídios no Brasil atingem recorde de 1.492 casos em 2024, aponta Anuário.
  • Agressão em público expõe omissão social e falhas no enfrentamento da violência.
  • Violência contra mulher: 64% dos feminicídios ocorrem dentro de casa no Brasil.

Uma mulher foi agredida por um homem enquanto segurava uma criança no colo em um bar movimentado da Grande Natal, no último sábado (2). A cena, registrada em vídeo por clientes, aconteceu na Avenida Maria Lacerda Montenegro, em Nova Parnamirim, e escancarou mais um caso de violência contra a mulher que ocorre à vista de todos.

As imagens revelam um casal sentado em uma mesa do estabelecimento. A mulher está de costas para a câmera e segura uma criança pequena. O homem, também de costas, inicialmente a envolve pela cintura e parece falar de forma incisiva. A mulher não reage. Aos poucos, a tensão aumenta, e ele passa a apertá-la e chacoalhá-la com força. Em determinado momento, desfere golpes contra o quadril da vítima.

Mesmo com o local cheio, nenhuma intervenção foi feita. A polícia não foi acionada e os clientes deixaram o bar após o episódio, que foi amplamente compartilhado nas redes sociais. A gravação foi divulgada pelo perfil do Instagram Sem Mordaça RN, que revelou também um histórico preocupante sobre o agressor.

Agressor já responde por processos judiciais, incluindo violência doméstica

De acordo com documentos obtidos pelo perfil Sem Mordaça RN, o homem que aparece nas imagens possui antecedentes por crimes relacionados à violência doméstica. Um dos processos contra ele tramita no 3º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca de Natal. Outro processo, no 2º Juizado Especial Criminal de Trânsito, envolve crimes ligados à legislação de drogas.

A divulgação desses documentos ampliou a repercussão do caso, gerando indignação e questionamentos sobre como indivíduos com histórico de violência seguem em liberdade, mesmo reincidindo em condutas agressivas.

Casos como este se repetem e refletem falhas na proteção à mulher

O episódio de Nova Parnamirim ocorre poucos dias após outro caso extremo de violência contra mulher em Natal, envolvendo o ex-jogador de basquete Igor Cabral. Em imagens de elevador que circularam amplamente, ele aparece desferindo 61 socos no rosto da namorada, que precisou passar por cirurgias reparadoras. Igor foi preso, mas o choque causado por mais essa agressão brutal alimenta o temor de que a violência de gênero esteja se banalizando.

No Brasil, dados oficiais mostram que, em média, quatro mulheres são assassinadas por dia. Os números de feminicídios, segundo o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, atingiram 1.492 casos em 2024, o maior número desde o início da série histórica em 2015. A maioria das vítimas era negra (63,6%) e tinha entre 18 e 44 anos (70,5%). Além disso, 80% dos crimes foram cometidos por companheiros ou ex-companheiros.

Outro dado alarmante: 64,3% dos feminicídios ocorreram dentro de casa, o que reforça a vulnerabilidade das mulheres no próprio ambiente doméstico.

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Rafael Nicácio
Sobre o autor

Rafael Nicácio

Proprietário, redator e editor

Co-fundador e redator do Portal N10, sou responsável pela administração e produção de conteúdo do site, consolidando mais de uma década de experiência em comunicação digital. Minha trajetória inclui passagens por assessorias de comunicação…

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