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Conselheiros tutelares podem ter piso nacional de R$ 3.400; proposta avança na Câmara

Projeto da deputada Yandra Moura altera o ECA, prevê reajuste anual pelo INPC e impede estados e municípios de pagarem abaixo do valor mínimo.
Deputada Yandra Moura (União-SE)
Deputada Yandra Moura (União-SE) - Crédito: Adriano Bonfim

Resumo da Notícia

  • Projeto de Lei 3.165/2026 busca criar um piso salarial nacional de R$ 3.400 para conselheiros tutelares.
  • A proposta altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para garantir o valor mínimo.
  • O reajuste salarial deve ocorrer anualmente em janeiro, com base no INPC.
  • A proposta também prevê a inscrição dos conselheiros no Pasep.

Estados, municípios e o Distrito Federal poderão ser impedidos de pagar menos de R$ 3.400 por mês a conselheiros tutelares. É o que prevê o Projeto de Lei 3.165/2026, apresentado pela deputada Yandra Moura (União-SE), com o objetivo de criar um piso salarial nacional para a categoria.

A proposta altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e fixa o valor mínimo para jornadas de até 40 horas semanais. Na prática, se o texto for aprovado e sancionado, nenhuma legislação local poderá estabelecer remuneração inferior ao piso nacional.

O projeto também determina que o valor seja reajustado todos os anos, sempre em janeiro, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ou em outro índice oficial que venha a substituí-lo. Outro ponto incluído no texto é a garantia de inscrição dos conselheiros tutelares no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

A deputada justifica a proposta com o argumento de que os conselheiros tutelares exercem uma função direta na rede de proteção de crianças e adolescentes, especialmente em situações de violência, negligência, abuso e violações de direitos.

Apesar da relevância social da função, os salários dos conselheiros tutelares permanecem sempre sujeitos à legislação municipal ou distrital, gerando grande disparidade entre os entes federativos.”

Para Yandra, a ausência de um padrão nacional cria diferenças grandes entre cidades e estados. Segundo ela, muitos municípios pagam valores considerados insuficientes para garantir condições adequadas de trabalho e permanência desses profissionais na função.

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O Projeto de Lei 3.165/2026 não impede que estados ou municípios paguem acima do valor proposto. A ideia é estabelecer um patamar mínimo obrigatório, mantendo liberdade para remunerações maiores.

A fixação de um piso salarial nacional de R$ 3.400,00 busca estabelecer um patamar mínimo de valorização desses agentes públicos.”

A proposta mexe diretamente no Estatuto da Criança e do Adolescente, legislação que organiza a política de proteção integral a crianças e adolescentes no país. O Conselho Tutelar é uma das estruturas previstas nesse sistema, com atuação permanente nos municípios.

O texto também prevê que os entes federativos façam as adequações orçamentárias necessárias para cumprir a nova regra. Caso seja aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado, o piso passará a valer 180 dias após a publicação da lei.

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