Resumo da Notícia
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) iniciou o recrutamento de mulheres que enfrentam problemas vocais recorrentes, como rouquidão, dor ou cansaço ao falar, para participação em um estudo que oferece avaliação e tratamento gratuitos. A iniciativa é conduzida pelo Programa de Pós-graduação em Fonoaudiologia (PPgFon), vinculado ao Centro de Ciências da Saúde (CCS), e envolve uma abordagem terapêutica que combina tecnologia e exercícios específicos para a voz.
O projeto é direcionado exclusivamente a mulheres entre 18 e 45 anos que apresentem queixas vocais persistentes. Além dos sintomas, é necessário possuir laudo otorrinolaringológico com diagnóstico de alterações nas pregas vocais, como fendas, calos, espessamento mucoso ou edema de Reinke — condições frequentemente associadas à chamada disfonia comportamental.
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Após o preenchimento do formulário de triagem online, a equipe responsável fará a análise dos dados para verificar se a candidata atende aos critérios estabelecidos. As selecionadas serão contatadas para agendamento das etapas presenciais.
Tratamento gratuito com tecnologia e acompanhamento especializado
As participantes aprovadas terão acesso a um protocolo completo de atendimento, que inclui avaliações vocais detalhadas e sessões de terapia. O diferencial está no uso da Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS), aplicada em conjunto com exercícios vocais.
Ao todo, serão seis encontros presenciais no Departamento de Fonoaudiologia (Depfono), localizado no CCS, nas proximidades do estacionamento do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol). Durante esse período, as voluntárias receberão acompanhamento técnico e intervenções terapêuticas sem qualquer custo.
O estudo, intitulado “Efeito imediato da ordem de aplicação da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) de alta frequência associada a exercícios vocais em mulheres com disfonia comportamental”, busca entender um ponto ainda pouco explorado: se a sequência entre a aplicação da TENS e os exercícios vocais interfere diretamente na melhora da qualidade da voz.
A pesquisa integra a dissertação de mestrado de Rafaela Oliveira, sob orientação da professora Larissa Thaís Donalonso, e se insere em uma linha científica que procura aperfeiçoar protocolos terapêuticos voltados à saúde vocal.
Por que o estudo pode ser decisivo para quem sofre com a voz
Distúrbios vocais, muitas vezes negligenciados, podem comprometer atividades profissionais e sociais, especialmente em áreas que exigem uso contínuo da voz. A proposta da UFRN não apenas oferece tratamento gratuito, mas também contribui para o avanço do conhecimento científico na área.
Para quem convive com sintomas como rouquidão persistente ou dor ao falar, essa pode ser uma oportunidade de acesso a um acompanhamento especializado e baseado em evidências. Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (84) 99142-8470.