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Saúde Pública

Varela Santiago quer ampliar chegada de crianças com fissura ao tratamento pelo SUS

Centro especializado em Natal afirma que número de encaminhamentos está abaixo de sua capacidade e quer ampliar ligação com maternidades e serviços públicos.

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Resumo da Notícia

  • O Hospital Infantil Varela Santiago afirma que seu centro especializado em fissura labiopalatal pode atender mais crianças do que recebe atualmente pelo SUS.
  • O problema está no número de pacientes encaminhados pela rede pública, considerado abaixo da capacidade do serviço.
  • O hospital quer aproximar o centro das maternidades para que crianças diagnosticadas sejam direcionadas mais cedo ao tratamento.
  • Os números de pacientes, cirurgias e capacidade de atendimento serão apresentados em 30 de setembro.

O Hospital Infantil Varela Santiago, em Natal, informou nesta segunda-feira (21) que pode receber mais crianças com fissura labiopalatal do que são encaminhadas atualmente pelo SUS. O serviço funciona no Centro de Reabilitação de Fissuras Labiopalatais do Rio Grande do Norte (CREFIRN), especializado no acompanhamento desses pacientes.

Na prática, o hospital aponta um problema de acesso: há estrutura disponível, mas os pacientes não estão chegando ao centro no volume que ele consegue atender. A instituição quer melhorar principalmente o encaminhamento feito a partir das maternidades e de outros serviços da rede pública.

A informação foi divulgada pelo próprio Hospital Infantil Varela Santiago ao anunciar uma ação para ampliar o acesso ao tratamento de fissuras labiopalatais.

O que acontece hoje quando uma criança precisa do tratamento

A fissura labiopalatal é uma malformação que pode atingir o lábio, o céu da boca ou as duas regiões. Dependendo do caso, a criança pode precisar de acompanhamento desde os primeiros meses de vida.

O tratamento não termina em uma cirurgia. Pode envolver cirurgiões, odontólogos, ortodontistas, fonoaudiólogos, nutricionistas, enfermeiros e outros profissionais, acompanhando diferentes fases do desenvolvimento.

Para chegar ao CREFIRN pelo SUS, o paciente precisa entrar no fluxo da rede pública e ser encaminhado ao serviço especializado.

É justamente nesse ponto que o hospital identifica a dificuldade: o número de encaminhamentos está abaixo da capacidade de atendimento do centro.

Hospital quer aproximar serviço das maternidades

Uma das estratégias anunciadas é aumentar o contato com maternidades.

A intenção é fazer com que crianças diagnosticadas com fissura já no nascimento sejam orientadas e direcionadas mais rapidamente para o acompanhamento especializado, reduzindo o risco de demora entre o diagnóstico e a entrada no tratamento.

Esse cuidado precoce é importante porque a condição pode interferir em alimentação, fala, audição, formação dentária e desenvolvimento da face.

O Rio Grande do Norte já possui outras ações voltadas a esse público. Em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde Pública, a Operação Sorriso realizou cirurgias gratuitas de fissura labiopalatal em Natal, dentro de uma estratégia que também prevê acompanhamento e identificação de pacientes.

Quantos pacientes o centro consegue atender

O Varela Santiago ainda não divulgou a quantidade máxima de pacientes que o CREFIRN consegue receber por mês nem quantas crianças são encaminhadas atualmente pelo SUS.

Esses números serão apresentados em 30 de setembro, durante a Cleft Week 2026, promovida pelo hospital.

Na ocasião, a instituição informou que divulgará dados sobre:

  • número de pacientes atendidos;
  • tratamentos realizados;
  • cirurgias;
  • capacidade atual do centro.

Esses indicadores deverão permitir dimensionar com precisão a diferença entre a estrutura disponível e o número de crianças que efetivamente chegam ao serviço.

Regulação é o caminho entre o paciente e o centro

O atendimento especializado pelo SUS depende do encaminhamento realizado pela rede pública e da organização da regulação.

No Rio Grande do Norte, o acompanhamento das solicitações reguladas é feito pelo Regula RN, sistema oficial da Secretaria de Estado da Saúde Pública.

No caso das fissuras, o desafio apontado agora é garantir que crianças identificadas nas maternidades, unidades básicas ou outros serviços sejam inseridas nesse caminho e cheguem ao centro especializado.

O Hospital Varela Santiago pretende discutir esse fluxo com representantes das secretarias de Saúde, profissionais da rede e famílias durante a programação de 30 de setembro e 1º de outubro.

O ponto central é simples: o RN já dispõe de um centro preparado para receber mais crianças com fissura labiopalatal; o problema apontado pelo hospital é fazer esses pacientes chegarem até ele pelo SUS.

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Brunna Mendes
Sobre o autor

Brunna Mendes

Redatora

Sou formada em Gestão Hospitalar pela Escola de Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - ano de 2025. Apaixonada por comunicação e temas ligados à saúde pública, trago uma abordagem…

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