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Novo tratamento para leucemia mieloide aguda será ofertado pelo SUS

A incorporação de venetoclax com azacitidina mira justamente pacientes adultos recém-diagnosticados que não podem passar pela quimioterapia intensiva.
Ministério da Saúde incorpora venetoclax com azacitidina ao SUS
Ministério da Saúde incorpora venetoclax com azacitidina ao SUS - Crédito: Jo Panuwat D / Adobe Stock

Resumo da Notícia

  • O SUS incorporou venetoclax em combinação com azacitidina para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada e inelegíveis à quimioterapia intensiva.
  • A decisão foi oficializada pela Portaria SCTIE/MS nº 30, publicada nesta segunda-feira (15/6) no Diário Oficial da União.
  • A incorporação busca atender pacientes que não podem receber o tratamento convencional intensivo por fatores como idade avançada, fragilidade ou outras condições de saúde.
  • As áreas técnicas terão até 180 dias para efetivar a oferta do medicamento no Sistema Único de Saúde.
  • A leucemia mieloide aguda é uma doença de evolução rápida, marcada por mutações na medula óssea e sintomas como anemia, fadiga, infecções recorrentes, febre, falta de ar, hematomas e sangramentos.

O Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou o uso de venetoclax em combinação com azacitidina para o tratamento de pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada que não são elegíveis à quimioterapia intensiva.

A decisão foi oficializada pela Portaria SCTIE/MS nº 30, publicada nesta segunda-feira (15/6) no Diário Oficial da União.

A medida atende um grupo de pacientes que, por condições como idade avançada, fragilidade ou outros problemas de saúde, não pode seguir o tratamento convencional mais intensivo. De acordo com a norma, as áreas técnicas terão prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta no SUS.

A incorporação vale para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada e considerados inelegíveis à quimioterapia intensiva, conforme o Protocolo Clínico do Ministério da Saúde.

Na prática, a decisão amplia a possibilidade de tratamento para pessoas que não reúnem condições clínicas para receber abordagens mais agressivas. O medicamento venetoclax, usado junto com azacitidina, passa a integrar o rol de opções do SUS para esse perfil específico de paciente.

O prazo de até 180 dias não significa oferta imediata em todos os serviços. Esse é o período previsto para que as áreas responsáveis organizem a efetivação da nova tecnologia na rede pública.

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O que é leucemia mieloide aguda?

A leucemia mieloide aguda, também chamada de leucemia não linfocítica aguda e identificada como MLA, é um câncer marcado por mutações genéticas que afetam as células-tronco da medula óssea.

Com a doença, ocorre produção excessiva de glóbulos brancos imaturos. Essas células passam a se multiplicar de forma descontrolada e dificultam o desenvolvimento das células saudáveis.

Trata-se de uma doença de evolução rápida. Por isso, o diagnóstico e a definição do tratamento dependem da gravidade do caso e da resposta individual do paciente.

Quais são os principais sintomas?

Os primeiros sinais da leucemia mieloide aguda podem incluir anemia, fadiga, infecções recorrentes, perda de peso, perda de apetite, febre, dor de cabeça, falta de ar, hematomas e sangramentos.

Esses sintomas aparecem porque a doença interfere na produção normal das células do sangue. O quadro pode variar de acordo com cada paciente e com a progressão da enfermidade.

O tratamento da leucemia mieloide aguda pode envolver diferentes abordagens, conforme a gravidade da doença e a resposta do paciente. Entre as possibilidades citadas estão quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e transplante de medula óssea.

A incorporação de venetoclax com azacitidina mira justamente pacientes adultos recém-diagnosticados que não podem passar pela quimioterapia intensiva. Com a publicação da portaria, o SUS passa a ter prazo definido para viabilizar a oferta do tratamento dentro dos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

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