Resumo da Notícia
Consumidores que tiverem garrafas da água mineral natural sem gás Crystal devem conferir o rótulo antes do consumo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (3), o recolhimento do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto.
O recolhimento consta em nota oficial da Anvisa sobre o lote da água Crystal, que informa a publicação da Resolução 2.247/2026, a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostra analisada e a orientação para que consumidores não consumam unidades do lote afetado.
A medida suspende a comercialização, a distribuição e o uso das unidades afetadas. Quem tiver em casa garrafas com a identificação do lote LZ1 VAL200127 – fabricado em Luziânia (GO), não deve consumir o produto e deve aguardar as orientações da fabricante sobre os procedimentos de devolução e reembolso.
Até a mais recente atualização desta reportagem, a Mineração Bom Jesus Ltda. (CNPJ: 07.245.544/0001-62) não havia divulgado orientações ao consumidor sobre como será feita a devolução ou o reembolso. O Portal N10 entrou em contato com a assessoria da Coca-Cola (dona da marca) e aguarda retorno.
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| Informação | Dados do lote recolhido |
|---|---|
| Produto | Água mineral natural sem gás Crystal |
| Lote | LZ1 VAL200127 3 P 200126 |
| Fabricante | Mineração Bom Jesus Ltda. |
| Local de fabricação | Luziânia (GO) |
| Quantidade | 374,4 mil garrafas |
| Volume | 500 ml |
| Data de produção | 20 de janeiro de 2026 |
| Validade | 20 de janeiro de 2027 |
Onde o lote foi distribuído?
A distribuição das garrafas ocorreu principalmente no Distrito Federal, que recebeu 230.443 unidades. Outras 66.768 garrafas foram enviadas a cidades vizinhas em Goiás.
O lote também chegou a outros estados. De acordo com os dados encaminhados à Anvisa, 75.750 unidades foram destinadas a municípios do interior de São Paulo, enquanto 1.439 garrafas seguiram para o Tocantins.
Apesar do recolhimento, a fabricante relatou à Anvisa que, até o momento, não há registros de reclamações de consumidores relacionadas ao lote nos canais oficiais de atendimento.
Como a bactéria foi identificada?
A investigação começou após uma coleta de rotina realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). A análise laboratorial foi conduzida pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que detectou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em uma amostra da água Crystal.
O resultado foi confirmado depois por meio da contraprova prevista nos procedimentos do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). A confirmação deu origem ao Laudo de Análise Fiscal Definitivo nº 76.CP.0/2026.
Com a confirmação laboratorial, a vigilância sanitária local determinou a interdição do lote e comunicou o caso à Anvisa. Segundo a agência, o produto está em desacordo com a legislação sanitária vigente, incluindo normas que definem os padrões microbiológicos para alimentos e águas envasadas.
A resolução cita que a presença da bactéria motivou a adoção das medidas preventivas para evitar riscos à saúde dos consumidores.
O que a empresa disse em nota divulgada pela Anvisa?
Em nota divulgada pela Anvisa, a Mineração Bom Jesus Ltda. informou que realizou uma investigação interna para apurar as possíveis causas da ocorrência e apresentou documentação à agência reguladora.
A empresa também participou de reuniões com representantes da Anvisa e tem colaborado com as autoridades sanitárias durante a apuração do caso.
Além disso, a fabricante informou à agência que iniciou imediatamente o recolhimento do lote junto às distribuidoras. A estimativa apresentada é de que cerca de 99,2% das unidades do lote já não estejam mais disponíveis para venda ao consumidor.
O problema atinge outras águas da marca Crystal?
Segundo a Anvisa, as informações disponíveis até o momento indicam que o problema está restrito ao lote específico objeto do recolhimento. A investigação continua em andamento e segue sendo acompanhada pela agência e pelos órgãos de vigilância sanitária envolvidos.
Por enquanto, a orientação oficial ao consumidor é concentrada no lote LZ1 VAL200127 3 P 200126. A recomendação prática é verificar a identificação no rótulo, não consumir unidades afetadas e aguardar as instruções da fabricante sobre devolução e reembolso.
