Ministério da Saúde amplia vacinação contra hepatite A para usuários de PrEP no SUS

Saúde amplia vacinação contra hepatite A para usuários de PrEP
Fernando Frazão/Agência Brasil
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O Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (2), a expansão da campanha de vacinação contra a hepatite A, incluindo agora os usuários da profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV. A medida visa conter surtos da doença na população adulta, conforme comunicado oficial da pasta.

A decisão reflete uma mudança no padrão epidemiológico da hepatite A. Desde 2014, com a implementação da vacinação infantil, a incidência da doença tem se concentrado em adultos, grupo no qual a hepatite A tende a apresentar maior gravidade, elevando o número de internações e óbitos.

A estratégia de imunização para usuários de PrEP consistirá em duas doses, com um intervalo de seis meses entre cada aplicação. Para ter acesso à vacina, os interessados deverão apresentar a prescrição médica que indica o uso da PrEP. Os locais de vacinação serão informados pelos serviços de referência onde os usuários retiram seus medicamentos.

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O Ministério da Saúde almeja imunizar 80% dos mais de 120,7 mil usuários de PrEP cadastrados no Sistema Único de Saúde (SUS). A pasta destacou que:

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Outros surtos foram registrados posteriormente, com predominância na população de homens que fazem sexo com homens. Atualmente, cerca de 80% dos usuários da PrEP têm esse perfil. Os surtos foram controlados com ajuda de ações específicas de vacinação”.

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Hepatite A: Entenda a doença

A hepatite A é uma inflamação do fígado causada por um vírus, cuja transmissão ocorre, principalmente, por via fecal-oral. A Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou, em 2016, um aumento nos casos de hepatite A relacionados a práticas sexuais, especialmente entre adultos, e recomenda a vacinação como forma de prevenção.

No Brasil, o primeiro surto com essa característica foi registrado em 2017, em São Paulo, com 786 casos confirmados e dois óbitos. Além disso, o SUS mira redução do tempo de espera com parcerias no setor privado, priorizando tratamento oncológico.

Espera-se que a ampliação da vacinação contribua para a redução de casos graves, hospitalizações e óbitos relacionados à hepatite A no país.

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