Resumo da Notícia
O Rio Grande do Norte registrou 858 acidentes com escorpiões entre janeiro e o início de março de 2026, após ter somado 5.756 ocorrências ao longo de todo o ano de 2025.
Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) orienta que, em caso de picada, a vítima procure atendimento médico imediatamente, faça contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica do RN (Ciatox) e observe os sinais de agravamento, especialmente em crianças de até 10 anos e idosos, que estão entre os grupos de maior risco.
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Os sintomas mais frequentes após acidente com escorpião são dor local, ardência e dormência. Com a evolução do quadro, podem surgir dor abdominal, náuseas, vômitos, suor intenso e agitação.
Esses sinais exigem atenção porque ajudam a indicar o comportamento do envenenamento e a necessidade de avaliação rápida por profissionais de saúde. Nos pacientes mais vulneráveis, como crianças pequenas e idosos, o risco é maior, o que torna a busca por atendimento ainda mais urgente.
Onde procurar atendimento e quando o soro é indicado
O atendimento inicial em casos de acidente com escorpiões é realizado em unidades de pronto atendimento. Quando há indicação de soro antiescorpiônico, o paciente é encaminhado para uma unidade de referência.
Além da ida imediata ao serviço de saúde, a recomendação é entrar em contato com o Ciatox, que mantém equipe de plantão para orientar a população. Os telefones informados para atendimento são: (84) 98883-9155, 0800 281 7005 e 3232-4295.
O que fazer logo após acidente com escorpião
A orientação é adotar medidas simples e imediatas. O primeiro passo é lavar o local com água e sabão. Também é importante manter a vítima calma, procurar atendimento médico e entrar em contato com o Ciatox.
Se houver possibilidade, a recomendação é obter uma imagem do escorpião para ajudar na identificação do animal. Esse cuidado pode auxiliar a equipe de saúde durante a avaliação do caso, sem exigir que a pessoa capture ou manipule o escorpião.
O que não fazer após a picada
A Sesap também reforça práticas que devem ser evitadas. Não se deve sugar o veneno, não fazer torniquete, não manusear o escorpião e não aplicar substâncias sobre a lesão.
Essas condutas, além de não resolverem o problema, podem agravar a situação ou atrasar o atendimento correto. Em um quadro desse tipo, o mais importante é agir com rapidez e segurança, sem recorrer a medidas improvisadas.
Como prevenir acidentes com escorpiões
A prevenção continua sendo a forma mais segura de reduzir novos casos. Entre os cuidados orientados estão examinar calçados e roupas antes de usá-los, fechar buracos em paredes, evitar acúmulo de lixo e entulhos e controlar a proliferação de insetos, como baratas e cupins.
Outro ponto destacado é a preservação de predadores naturais dos escorpiões, como corujas, sapos, lagartixas e galinhas. A recomendação reforça que o controle do ambiente doméstico e do entorno das residências tem papel direto na redução do risco.
Com o volume de acidentes já registrado no início de 2026, a orientação prática é clara: picada de escorpião exige atendimento rápido, observação dos sintomas e contato imediato com a rede de orientação toxicológica.