Resumo da Notícia
O Brasil deu um passo simbólico rumo à eletrificação ao oficializar um comboio presidencial 100% elétrico. A frota passa a contar com quatro Chevrolet Blazer EV, veículos de última geração que serão usados nos compromissos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice Geraldo Alckmin. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a General Motors e a catarinense WEG, responsável pela infraestrutura de recarga.
Os SUVs foram entregues em regime de comodato, válido por um ano e sem custos ao governo. As quatro unidades pertencem à versão RS, a única vendida no Brasil e fazem parte da nova geração global de elétricos da GM. Cada carro tem autonomia de até 481 km, medida pelo Inmetro.

A GM destacou que a adoção do Blazer EV pela Presidência reforça a maturidade da tecnologia elétrica e o avanço da mobilidade sustentável no país. Já a WEG instalou dois carregadores convencionais e um rápido no Palácio do Planalto, também cedidos em comodato, garantindo agilidade no abastecimento.
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O modelo entregue é equipado com baterias de 102 kWh, tração traseira e motor elétrico equivalente a 347 cv de potência. Segundo a GM, ele acelera de 0 a 100 km/h em 5,8 segundos, alcançando velocidade máxima de 190 km/h. As recargas podem ser feitas em corrente alternada (AC) de até 22 kW ou em corrente contínua (DC) de até 190 kW.

Entre os itens de segurança, o Blazer EV traz frenagem autônoma de emergência, alerta de colisão, assistente de estacionamento, controle de cruzeiro adaptativo, permanência em faixa e faróis inteligentes. No mercado brasileiro, o preço sugerido do SUV parte de R$ 503 mil.
A frota presidencial já contava com veículos híbridos e elétricos, incluindo um BYD Tan entregue em 2024. Com os novos modelos, a imagem de sustentabilidade ganha ainda mais força e visibilidade no país.
A parceria entre GM e WEG também posiciona o Brasil na vitrine da eletrificação automotiva. A WEG, referência global em soluções eletroeletrônicas, destacou que o projeto simboliza compromisso com eficiência e inovação.

Segundo a Anfavea, os veículos eletrificados poderão representar até 80% das vendas de leves no Brasil em 2040. Para isso, o presidente da entidade, Igor Calvet, defende a criação de um ecossistema completo, com políticas públicas, infraestrutura e pesquisa.
Com esse movimento, o governo sinaliza que a transição energética não é apenas discurso, mas prática. A iniciativa reforça tanto o alinhamento às metas globais de neutralização de carbono quanto a imagem do país como ator relevante na corrida pela mobilidade sustentável.
