Resumo da Notícia
A transição energética deixou de ser discurso e começou a ganhar asfalto no interior de Minas Gerais. Em um movimento que une eficiência operacional e compromisso ambiental, a EPR Triângulo Mineiro decidiu eletrificar sua frota leve e transformar a rotina de quem administra algumas das principais rodovias da região.
A concessionária firmou parceria com a BYD e passou a operar com 100% dos veículos leves movidos a energia elétrica. A mudança atinge carros usados em atividades administrativas, de engenharia, monitoramento viário e atendimento ao usuário ao longo de mais de 600 quilômetros no Triângulo Mineiro e no Alto Paranaíba.
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Ao todo, 38 veículos da marca chinesa foram incorporados à operação. A frota inclui 34 Dolphin Mini — 14 deles na versão cargo — além de dois Dolphin GS e dois Song Pro híbridos, distribuídos entre áreas administrativas, técnicas e de inspeção das rodovias.
Os Dolphin Mini cargo assumem papel central na operação diária, funcionando como viaturas de inspeção e apoio ao usuário. Esses veículos percorrem cerca de 15 mil quilômetros por mês, acompanhando o tráfego, atendendo panes e prestando suporte mecânico nas estradas sob concessão.
Segundo a EPR, a substituição dos modelos a combustão permitirá evitar a emissão de aproximadamente 300 toneladas de CO₂ por ano. Para o diretor-executivo da concessionária, Alejandro Radice, a eletrificação representa um ganho duplo: reduz custos operacionais e alinha a empresa às metas de descarbonização do setor.
Para garantir o funcionamento contínuo da frota, a concessionária instalou carregadores em escritórios e bases operacionais, com operação 24 horas. A próxima etapa prevê a abertura parcial dessa infraestrutura aos motoristas, criando um corredor elétrico regional nas rodovias administradas pela EPR.
A parceria também tem horizonte mais longo. Estão em estudo a adoção de veículos elétricos pesados, como guinchos, ambulâncias e caminhões de apoio. Para a BYD, a iniciativa reforça o papel das concessões rodoviárias na transição energética e aponta um novo padrão para a mobilidade nas estradas brasileiras.
