Resumo da Notícia
Pouco mais de dez dias após o temporal que destruiu sua fábrica de motores em Porto Feliz (SP), a Toyota anunciou que vai retomar gradualmente a produção de veículos no Brasil. O cronograma prevê que, a partir de 3 de novembro, as linhas de Sorocaba e Indaiatuba voltem a operar, inicialmente com foco nas versões híbridas de Corolla e Corolla Cross.
A decisão surpreende pela rapidez da reação, pois a montadora contará com motores e peças importados de outras unidades da Toyota no exterior, permitindo que parte dos funcionários não precise entrar em lay-off. O objetivo é recuperar, até dezembro, o volume perdido entre 23 de setembro e 31 de outubro.

Na prática, a retomada começa pelas versões híbridas, já que o propulsor elétrico sempre foi importado do Japão. Os modelos a combustão, que dependiam do motor 2.0 produzido em Porto Feliz, terão a produção reiniciada apenas em janeiro de 2026. Nesse mesmo período, o Yaris hatch, feito para exportação, também voltará à linha de montagem.
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Os trabalhadores de Sorocaba e Indaiatuba retornam às atividades em 21 de outubro, após férias coletivas emergenciais. Apenas os 700 colaboradores de Porto Feliz terão contrato suspenso temporariamente, em regime de lay-off, aprovado em assembleia. Ao todo, a Toyota emprega cerca de 6,7 mil pessoas no Brasil.
A fábrica de Porto Feliz, responsável pelo motor 2.0 flex e pelo 1.5 aspirado, segue sem prazo para reabrir. Técnicos avaliam os danos e a possibilidade de transferir equipamentos para outras unidades. A gravidade do impacto fez a Toyota reorganizar toda a operação nacional.
O SUV compacto Yaris Cross, que também usa o motor 1.5, teve seu lançamento adiado por tempo indeterminado. Antes previsto para este ano, agora só deve chegar ao mercado em 2026, quando a montadora espera estar em plena recuperação. O modelo será o mais barato da marca no país e tem potencial de se tornar o mais vendido.

Em comunicado, a Toyota agradeceu a solidariedade de autoridades, fornecedores, concessionários e da sociedade nas últimas semanas. O presidente da subsidiária, Evandro Maggio, afirmou que o apoio da matriz e de parceiros internacionais tem sido fundamental para acelerar a retomada e garantir a continuidade da produção no Brasil.
O plano prevê que, em janeiro de 2026, as versões convencionais de Corolla e Corolla Cross voltem a ser produzidas para o mercado interno e exportação. A expectativa é que a produção atinja ritmo normal em fevereiro, restabelecendo o fornecimento à rede e aos principais destinos da marca na América Latina.
Apesar das dificuldades, a Toyota reforça que mantém o compromisso com soluções de mobilidade sustentável e seguirá investindo na produção nacional. O episódio mostrou a vulnerabilidade da indústria diante de eventos climáticos extremos, mas também a capacidade de reação rápida de uma das maiores montadoras do mundo.
