Só a BYD atinge 1.000 km: marca lidera autonomia de elétricos no mercado chinê

Descubra como a BYD lidera o mercado chinês de carros elétricos, com três modelos superando a marca de 1.000 km de autonomia. Veja o ranking e as estratégias das montadoras.
Só a BYD atinge 1.000 km: marca lidera autonomia de elétricos no mercado chinê
Foto: Divulgação

Resumo da Notícia

A corrida pela maior autonomia entre os carros elétricos ganhou um novo capítulo na China — e ele deixa claro que o mercado começa a se dividir entre modelos realmente “ultralongos” e aqueles que ainda orbitam a faixa tradicional. Os números mais recentes mostram que ultrapassar os 1.000 km virou símbolo de status tecnológico, mas ainda é privilégio de poucos. E, neste momento, a liderança tem dono certo: a BYD.

Levantamento com base em dados regulatórios e da indústria indica que apenas três modelos de produção superam a barreira dos 1.000 km no ciclo combinado. Todos pertencem ao grupo BYD. O Denza Z9 EV aparece na frente, com 1.068 km de autonomia e bateria de 122,5 kWh, seguido pelo Denza Z9 GT EV, com 1.036 km, e pelo Yangwang U7, que alcança 1.006 km com bateria ainda maior, de 150 kWh.

A análise geral do ranking mostra uma concentração clara: a maioria dos concorrentes permanece abaixo dos 900 km no ciclo CLTC. Acima desse patamar, o funil se estreita. O Xiaomi SU7 surge com 902 km e bateria de 96,3 kWh, enquanto Zeekr 007 e Mercedes-Benz CLA EV aparecem logo atrás, com 870 km e 866 km, respectivamente.

Na sequência, modelos como Luxeed S7, Hongqi Tiangong 05, Mercedes-Benz EQS e Tesla Model 3 formam um bloco consistente entre 830 km e 855 km. É o grupo que representa o topo mais “popular” dos sedãs elétricos de longo alcance no país. Ainda que não cheguem aos quatro dígitos, oferecem equilíbrio entre autonomia, preço e proposta de mercado.

Os dados de consumo energético ajudam a entender as diferenças. O Tesla Model 3, por exemplo, registra o menor consumo médio do levantamento: 9,45 kWh a cada 100 km, mesmo com bateria menor, de 78,4 kWh. Já o Denza Z9 mantém números entre 11,47 e 11,82 kWh/100 km, enquanto o Yangwang U7 sobe para 14,91 kWh/100 km — reflexo do porte maior e da proposta mais potente.

O recorte por segmento também revela um padrão: as maiores autonomias estão concentradas em modelos grandes ou de perfil premium. Sedãs médios e médio-altos dificilmente passam dos 900 km. Isso indica que a estratégia atual prioriza veículos com mais espaço interno e maior margem para absorver o custo de baterias maiores.

No fim das contas, a barreira dos 1.000 km ainda depende mais do tamanho da bateria do que de saltos radicais em eficiência. Os modelos que superam essa marca usam pacotes acima de 120 kWh, enquanto a faixa entre 800 km e 900 km trabalha com baterias de 89 kWh a 111 kWh.

Dentro das regras do ciclo CLTC — que simula condução urbana e mista, com aceleração, desaceleração e tempo parado — a disputa na China mostra que escala, posicionamento e estratégia de marca seguem determinando quem vai mais longe. A BYD, por exemplo, já anunciou novos modelos com foco em autonomia na China.

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