Recarga rápida dispara 167% e transforma a infraestrutura de carros elétricos no Brasil

A infraestrutura de recarga para veículos elétricos no Brasil passa por uma transformação, com o avanço de carregadores rápidos. Entenda o impacto desse crescimento e como ele impulsiona a mobilidade elétrica no país.
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Ponto de recarga para carro elétrico da Volvo (Divulgação)

Resumo da Notícia

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A rede de recarga para veículos elétricos no Brasil começa a ganhar um novo desenho. Mais do que crescer em número, a infraestrutura passa por uma transformação no tipo de equipamento instalado, com avanço acelerado dos carregadores rápidos. Esse movimento indica que o país começa a estruturar uma base mais robusta para sustentar a expansão da mobilidade elétrica.

Levantamento atualizado até fevereiro de 2026 mostra que o Brasil já conta com 21.061 pontos públicos e semipúblicos de recarga. O número representa um crescimento de 42% em relação ao mesmo período de 2025, quando havia 14.827 estações. Na comparação com agosto do ano passado, quando eram 16.880 pontos, a expansão chega a 25%.

Recarga rápida dispara 167% e transforma a infraestrutura de carros elétricos no Brasil
Foto: BYD
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O destaque do levantamento está no avanço da recarga rápida e ultrarrápida, de corrente contínua (DC). Em apenas 12 meses, o número desses equipamentos saltou de 2.430 para 6.479 unidades. Com isso, os carregadores de alta potência passaram de 16% para 31% da rede nacional.

Embora os carregadores lentos (AC) ainda sejam maioria, o crescimento desse tipo de estrutura foi bem mais moderado. O total passou de 12.397 para 14.582 unidades no período, avanço de 17,6%. Na prática, isso mostra que o mercado começa a priorizar soluções que reduzam o tempo de espera para recarga.

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A mudança no perfil da infraestrutura acompanha o aumento da frota eletrificada no país. Atualmente, o Brasil tem 411.869 veículos plug-in em circulação. Com esse volume, a relação entre carros e pontos de recarga está em 19,6 veículos por carregador público.

Para especialistas do setor, o índice é considerado razoável para o estágio atual da eletromobilidade no país, mas ainda distante do ideal. Segundo Davi Bertoncello, diretor de Comunicação da ABVE e sócio fundador da Tupi Mobilidade, uma proporção próxima de 10 veículos por carregador exigiria praticamente dobrar o número de eletropostos disponíveis.

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Foto: BYD

A expansão da infraestrutura também reflete mudanças no próprio mercado. A queda no custo dos equipamentos, o avanço tecnológico, o aumento de operadores e a eletrificação de frotas corporativas têm impulsionado a demanda por recargas mais rápidas, especialmente para viagens de média e longa distância.

Outro sinal da evolução do setor é a interiorização da rede. Hoje, 1.649 municípios brasileiros já contam com eletropostos públicos ou semipúblicos, crescimento de 21% em relação ao ano passado. Com a infraestrutura avançando para cidades médias, polos turísticos e corredores logísticos, a mobilidade elétrica começa a se espalhar de forma mais ampla pelo país.

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