Resumo da Notícia
A queda no preço do gás natural veicular reacende o debate sobre alternativas mais baratas e estáveis para quem depende do carro no dia a dia em São Paulo. Em um cenário de combustíveis pressionados, o GNV volta a ganhar espaço não apenas como opção econômica, mas também como peça estratégica da matriz energética urbana.
Desde 10 de dezembro, a tarifa do GNV distribuído pela Comgás aos postos caiu 26%, após aval da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). Na prática, a redução representa cerca de R$ 1 a menos no custo do combustível repassado às revendas, resultado de ajustes no preço do petróleo, no câmbio e na inflação das margens de distribuição.
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O impacto direto para o motorista, porém, não é automático. Os preços finais seguem livres e cada posto decide se repassa integralmente, parcialmente ou se absorve o desconto. Ainda assim, a nova tarifa abre espaço para valores mais competitivos nas bombas, sobretudo em um momento de alta da gasolina e do etanol.
Mesmo com essa variação, o GNV continua figurando entre os combustíveis mais econômicos do mercado. Segundo a Comgás, a economia em veículos leves pode superar 60%, dependendo da região e do perfil de uso, um fator decisivo para motoristas de aplicativo, taxistas e frotistas que rodam longas distâncias.
Os números ajudam a explicar essa vantagem. Um carro movido a GNV percorre, em média, 14 quilômetros com um metro cúbico, contra cerca de 7 quilômetros por litro no etanol e 10 quilômetros na gasolina. Com R$ 100 em gás, é possível rodar até 360 quilômetros, em condições médias de uso.
Além do custo, a distribuidora destaca a segurança e a confiabilidade do abastecimento. Diferentemente de outros combustíveis, o GNV chega aos postos por tubulações subterrâneas, o que reduz a dependência de caminhões, importações e oscilações logísticas mais severas.
No transporte pesado, a conta também favorece o gás. A economia por quilômetro rodado supera 20% frente ao diesel e pode chegar a até 50% em empresas que investem em garagens próprias de abastecimento. A Comgás tem incentivado esse modelo e ampliado a rede com os chamados Corredores Sustentáveis nas principais rodovias do estado.
Há ainda o argumento ambiental. O GNV pode reduzir em até 20% as emissões de CO₂ em relação ao diesel e cortar em até 90% a liberação de poluentes locais e material particulado. “Ele emite menos material particulado e tem papel estratégico na diversificação energética do Estado”, resume Thiago Borer, gerente de vendas de GNV da Comgás, ao destacar uma alternativa que combina economia, previsibilidade e menor impacto ambiental.

