Resumo da Notícia
A BYD prepara uma atualização tecnológica para o seu hatch elétrico de entrada, conhecido como Dolphin Mini no Brasil e Seagull na China. O compacto busca retomar protagonismo no mercado, em um momento em que concorrentes como o Geely EX2 vêm ganhando espaço. A novidade promete combinar mais potência, autonomia estendida e recursos de condução semiautônoma.
Fotos recentes de um protótipo nas ruas chinesas mostram algo inédito para a categoria: um sensor LiDAR posicionado no teto, normalmente restrito a carros de luxo. O equipamento integra o sistema God’s Eye B, que amplia a capacidade de percepção do veículo e oferece recursos de direção assistida avançados.

Além do LiDAR, o Dolphin Mini deverá ganhar motor mais potente, passando de 55 kW (75 cv) para 60 kW (81 cv). A bateria também será atualizada, aumentando a autonomia de 405 km para até 505 km no ciclo CLTC, o que equivale a cerca de 350 km em padrões mais próximos ao brasileiro.
A evolução não é apenas técnica: a BYD busca democratizar recursos antes restritos a modelos premium. O sistema God’s Eye B, aliado ao pacote ADAS, permitirá piloto automático adaptativo, frenagem de emergência e estacionamento assistido, tornando o hatch urbano mais seguro e competitivo.
No mercado brasileiro, o Dolphin Mini consolidou-se rapidamente, fechando 2025 com mais de 32 mil unidades vendidas e liderando em fevereiro de 2026 com 4 mil emplacamentos. O rival Geely EX2 chegou com força, mas ainda está atrás em volume, embora tenha planos de produção nacional em São José dos Pinhais (PR).
Globalmente, o EX2 teve crescimento explosivo, ultrapassando 500 mil unidades entregues em apenas 14 meses. Essa pressão obriga a BYD a atualizar seu compacto, reforçando autonomia, desempenho e tecnologias de assistência para manter relevância em mercados estratégicos.
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Além da versão elétrica, a BYD já planeja o Dolphin híbrido flex para o Brasil, com produção em Camaçari (BA). O sistema combinará motor a combustão e propulsão elétrica, mantendo eficiência urbana e eliminando a preocupação com autonomia em rodovias.
Se confirmadas, as mudanças no Dolphin Mini/Seagull representam um salto para os compactos elétricos acessíveis, com maior segurança, autonomia e tecnologia de direção assistida. Para o mercado brasileiro, essas evoluções podem consolidar ainda mais o modelo no segmento urbano, em meio a concorrência crescente.