Resumo da Notícia
A segurança virou um dos principais campos de disputa entre as picapes médias, e a nova Toyota Hilux entra nessa briga com números difíceis de ignorar. Antes mesmo de chegar ao Brasil, a próxima geração do modelo mostrou que evoluiu além da robustez mecânica, colocando a proteção de ocupantes e pedestres no centro do projeto.
Avaliada pelo ANCAP, órgão independente da Austrália e da Nova Zelândia, a Hilux de nova geração conquistou cinco estrelas nos testes de colisão. O resultado, divulgado no fim de 2025, confirma que a picape atende aos padrões mais elevados de segurança hoje exigidos nos principais mercados globais.
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Os números ajudam a explicar o desempenho. A Hilux alcançou 84% de proteção para ocupantes adultos e expressivos 89% para crianças, com bom comportamento em impactos frontais e laterais. No teste lateral, o airbag central fez diferença ao evitar o choque entre motorista e passageiro.
Esse airbag, aliás, é uma das grandes novidades técnicas da nova geração. Ele se soma a um conjunto amplo de bolsas — frontais, laterais, de cortina e de joelho — e a um pacote robusto de sistemas de assistência à condução que pesou decisivamente na nota final.
A lista inclui frenagem autônoma de emergência capaz de reconhecer pedestres, ciclistas e motociclistas, assistentes de permanência em faixa, leitura de placas de trânsito e monitoramento de ponto cego. Há ainda controle de cruzeiro adaptativo, alertas de tráfego cruzado e, nas versões mais completas, câmeras de visão 360°.
Nem tudo, porém, passou sem ressalvas. O ANCAP apontou a rigidez da estrutura frontal como um possível risco em colisões com veículos menores, o que gerou perda de pontos. Também há uma limitação na segurança infantil: a ausência de ancoragem superior no assento central traseiro desaconselha o uso de cadeirinhas nessa posição.
No horizonte brasileiro, a nova Hilux já tem cronograma definido. A produção na fábrica argentina de Zárate deve começar no fim de 2026, com lançamento comercial previsto para o início de 2027, inicialmente com versões a diesel e, depois, com a aguardada eletrificação.
Além do conhecido motor 2.8 turbodiesel, a estratégia multienergia prevê uma variante híbrida leve de 48 volts e, mais adiante, uma versão totalmente elétrica. Com isso, a Toyota tenta garantir que a Hilux siga competitiva, segura e atualizada em um segmento cada vez mais exigente.


