Resumo da Notícia
A nova geração da Toyota Hilux chega à Europa trazendo uma abordagem moderna e diversificada para a tradicional picape média. Após estrear na Ásia e Oceania, a caminhonete agora mostra ao público europeu versões híbrida e elétrica, sinalizando que a montadora aposta em eletrificação sem abandonar os motores a diesel. O modelo une estilo atualizado, tecnologia embarcada e uma proposta “Multipath” de opções mecânicas.
No Salão de Bruxelas, a Hilux apresentou seu novo design, que diferencia especialmente a versão elétrica. O para-choque ganhou linhas fechadas, recortes triangulares e a lateral perdeu os alargadores de para-lamas, enquanto o painel interno traz um visual em “blocos” com tela de 12,3 polegadas, reforçando a modernidade do utilitário.
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A versão elétrica BEV utiliza tração integral permanente com dois motores, dianteiro e traseiro, entregando 20,9 kgfm e 27,3 kgfm de torque, respectivamente. Alimentada por uma bateria de íons de lítio de 59,2 kWh, a autonomia declarada é de até 257 km no ciclo combinado e 380 km em ambiente urbano, com capacidade de carga de 715 kg e reboque de 1,6 tonelada.
A Hilux híbrida leve (MHEV) mantém o motor 2.8 turbodiesel de quatro cilindros de 204 cv, aliado a um motor elétrico de 16 cv e bateria de 0,2 kWh. Esta versão combina eficiência e potência, podendo rebocar até 3.500 kg e enfrentar alagamentos de até 70 cm, garantindo desempenho próximo ao das variantes tradicionais. Veja também a análise de Hilux e Ranger.
Apesar das limitações da elétrica, a estrutura carroceria sobre chassi é preservada, permitindo altura livre de 21,2 cm e capacidade de imersão de 70 cm. Um sistema Multi-Terrain Select ajusta frenagem e torque em diferentes tipos de terreno, assegurando a mesma robustez off-road da Hilux convencional.
O foco da versão elétrica é o uso leve ou recreativo, já que o peso da bateria limita a carga útil e a capacidade de reboque. Ao mesmo tempo, a Hilux BEV traz tecnologias exclusivas, como o shift-by-wire, garantindo trocas de marcha suaves e maior conforto na condução urbana e fora dela.
No interior, o utilitário se mostra funcional, com diversos porta-objetos, espaços entre bancos e acabamento prático. A central multimídia de 12,3 polegadas e o quadro de instrumentos digital reforçam a ideia de modernidade, enquanto o estilo em “blocos” dá personalidade própria à cabine da nova geração.
No Brasil, a nova Hilux híbrida leve deve chegar no último trimestre de 2026, mantendo o motor elétrico auxiliar de 16 cv e a fábrica argentina de Zárate como base de produção. A expectativa é que o lançamento da elétrica seja avaliado futuramente, seguindo a tendência de eletrificação da marca sem comprometer o desempenho off-road que consagrou o modelo.



