Resumo da Notícia
A Honda voltou a mexer com a memória dos apaixonados por motos ao anunciar, nesta semana, a chegada da nova CB 750 Hornet 2026. Mais de duas décadas após o fim da lendária 600, o nome Hornet renasce em uma proposta moderna e racional, desenhada na Europa e pensada para equilibrar diversão, segurança e tecnologia. A marca apostou em um lançamento ousado, revelando o modelo ao público antes mesmo de detalhar seus números técnicos.
O teste inicial aconteceu no Autódromo de Capuava, em São Paulo, e mostrou que a nova Hornet é tão leve quanto divertida. A moto se comportou com equilíbrio notável, mesmo em um circuito considerado apertado para sua categoria. A posição de pilotagem, o conforto do assento e a suavidade nas trocas de marcha revelam uma naked que sabe unir esportividade e ergonomia em um mesmo pacote.

Sob o tanque, o motor bicilíndrico de 755 cm³ é o coração da Hornet. Derivado da família Unicam, ele entrega 69,3 cv e 7,04 kgfm de torque — números reduzidos em relação à versão europeia, que chega a 91 cv. Essa diferença se deve às normas de emissão e ruído do Brasil, mais restritivas na forma de medição, o que obrigou a Honda a adotar um mapeamento mais conservador.
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O torque generoso e o baixo peso de 180 kg fazem com que a Hornet acelere de forma linear e previsível. Em acelerações mais fortes, o corpo do piloto é empurrado para trás, mas sem sustos. O ronco do motor e o virabrequim a 270° completam o tempero esportivo, enquanto o sistema de embreagem assistida e deslizante garante trocas rápidas e seguras.

A ciclística, leve e precisa, se apoia em um quadro Diamond Frame de aço e suspensões Showa ajustadas com garfo invertido de 41 mm e sistema Pro-Link traseiro. Os freios com discos duplos de 296 mm e pinças Nissin radiais entregam frenagens firmes e progressivas. O conjunto eletrônico adiciona modos de condução, controle de tração, Wheelie Control e sistema de alerta de frenagem de emergência (ESS).
Visualmente, a Hornet 750 é fiel ao espírito da família: linhas agressivas e minimalistas, faróis e lanternas Full LED e tanque de 15 litros que reforçam a identidade do “inseto”. O painel TFT de 5 polegadas colorido traz comandos retroiluminados e boa leitura. Faltou apenas conectividade via Bluetooth, algo que já se tornou comum em modelos menores e mais baratos.
Durante o teste, a moto mostrou agilidade nas trocas de direção e firmeza nas curvas, entregando o que o piloto espera de uma naked média moderna. O equilíbrio entre conforto e desempenho a coloca entre as opções mais completas do segmento. E, com preço sugerido de R$ 53.694, fica abaixo da rival Yamaha MT-07 (R$ 57.990) e acima da Kawasaki Z 650 (R$ 49.300).

Produzida para quem busca uma moto versátil e envolvente, a nova Hornet não tenta reviver o passado, mas reinterpretá-lo com maturidade. Ela conserva o espírito divertido que fez história, agora com mais segurança, leveza e eficiência. As vendas começam em novembro, com garantia de três anos e assistência 24 h na América do Sul — e a promessa de que a lendária Hornet voltou para ficar.
