Nova bateria da FAW pode levar carros elétricos a rodar até 1.000 km

Descubra como a FAW está transformando o mercado de veículos elétricos com uma nova bateria de lítio-manganês que promete mais de 1.000 km de alcance. Um avanço inédito na indústria automotiva!
Nova bateria da FAW pode levar carros elétricos a rodar até 1.000 km
Foto: FAW

Resumo da Notícia

A corrida por baterias mais eficientes ganhou um novo capítulo na China. A FAW acaba de levar para as ruas uma tecnologia que até pouco tempo vivia apenas nos laboratórios, sinalizando uma mudança concreta no ritmo de evolução dos veículos elétricos e no debate sobre autonomia de longo alcance.

O grupo confirmou a instalação bem-sucedida de uma bateria de lítio-manganês de ultra-alta densidade energética em um veículo, feito inédito na indústria. O projeto foi conduzido por sua divisão de novas energias e marca a primeira aplicação veicular dessa química em escala real.

Desenvolvida em parceria com a equipe do acadêmico Chen Jun, da Universidade de Nankai, a bateria alcança densidade superior a 500 Wh/kg por célula. O pacote completo soma 142 kWh, um salto de 67% em relação à geração anterior, permitindo autonomia estimada acima de 1.000 quilômetros.

Embora peso e dimensões não tenham sido revelados, os números indicam um conjunto relativamente compacto. A alta densidade sugere que a bateria pode ser aplicada em veículos médios e grandes sem exigir mudanças estruturais profundas nas plataformas atuais.

No cenário global, a iniciativa da FAW se destaca por seguir um caminho técnico menos comum. Enquanto a maioria das montadoras aposta em cátodos ricos em níquel ou em baterias totalmente sólidas à base de sulfeto, a empresa chinesa avança com uma solução focada no manganês.

Na China, marcas como Nio, Geely, SAIC e Chery seguem majoritariamente com baterias semissólidas derivadas do íon-lítio tradicional. Já fora do país, projetos de Toyota, BMW e Volkswagen priorizam o estado sólido clássico, ainda distante da aplicação comercial em larga escala.

A bateria da FAW utiliza uma arquitetura híbrida, combinando células de lítio-manganês com interfaces de eletrólito sólido para reforçar segurança e estabilidade. Sem cronograma oficial para produção em massa, a tecnologia, ainda assim, sinaliza que autonomias acima de mil quilômetros começam a deixar o campo da promessa.

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