Resumo da Notícia
Em um momento em que a indústria automotiva acelera rumo à eletrificação total, a Great Wall Motor resolveu nadar contra a corrente. Na CES 2026, em Las Vegas, a montadora chinesa apresentou um motor V8 a combustão, gesto que soa quase provocativo em um setor cada vez mais silencioso e elétrico.
Desenvolvido internamente nos Estados Unidos, o V8 de quatro litros foi exibido justamente no país onde esse tipo de motorização ainda desperta paixão. A escolha do palco não foi casual e reforça a confiança da GWM no projeto, pensado para equipar modelos de alto desempenho e também dialogar com sistemas híbridos plug-in.
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O novo motor trabalha em conjunto com uma transmissão automática de nove marchas, igualmente criada pela empresa, com conversor de torque. Há espaço, ainda, para a integração de um motor elétrico entre o bloco e o câmbio, solução que promete elevar a performance e, ao mesmo tempo, conter emissões.
Embora a GWM não tenha divulgado números oficiais, o V8 já havia sido mostrado no Salão de Xangai de 2025, quando se falava em algo próximo de 500 cv. O presidente da marca, Wei Jianjun, deixou claro que a proposta é abastecer SUVs off-road e esportivos de topo, reforçando a imagem de força da empresa.
O SUV Tank 800 surge como forte candidato a estrear esse conjunto mecânico, seguido pelo primeiro esportivo da GWM. Nos bastidores, a marca ainda avalia um projeto mais clássico: um carro inspirado no Packard Super 8 One-Eighty, combinando tradição e tecnologia atual.
Tecnicamente, o motor aposta no ciclo Miller, sistema biturbo com intercooler refrigerado a água e arquitetura frontal tradicional. A lista inclui injeção dupla — direta e indireta —, bomba de óleo de deslocamento variável e soluções pensadas para eficiência e durabilidade, evitando o acúmulo de carbono.
A estratégia chama atenção especialmente na China, onde mais da metade dos carros vendidos já são elétricos ou híbridos plug-in. Com participação ainda modesta nesse segmento, a GWM prefere trilhar um caminho próprio, investindo em motores grandes e apostando que ainda há espaço para emoção em meio à era dos elétrons.


