Resumo da Notícia
O mercado brasileiro de motocicletas atravessou 2025 em ritmo acelerado e deixou para trás qualquer dúvida sobre sua relevância econômica. Em um cenário ainda pressionado por juros altos, o setor mostrou força ao combinar mobilidade urbana, geração de renda e resposta rápida às novas dinâmicas das cidades.
As vendas atingiram 2,19 milhões de unidades no ano passado, o maior volume desde 2003 e um crescimento expressivo de 17,1% em relação a 2024. O desempenho recoloca o segmento em um patamar histórico, acima até dos picos registrados em 2011 e 2008, até então referências do setor.
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O avanço foi sustentado principalmente pelas motos de baixa e média cilindrada, mais acessíveis e voltadas ao uso diário. Esses modelos seguem como a espinha dorsal do mercado, impulsionados pelo transporte urbano e pelo uso profissional, especialmente em serviços de entrega.
Do lado da indústria, a produção acompanhou o ritmo das vendas. As fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus montaram cerca de 1,98 milhão de motocicletas em 2025, alta de 13,3% na comparação anual e o melhor resultado em 15 anos, apesar do crédito mais caro.
Mesmo com oscilações pontuais, como a queda de produção na passagem de novembro para dezembro, o balanço anual confirma um ciclo positivo. A Abraciclo destaca que a demanda permaneceu aquecida ao longo de todo o ano, sustentando níveis elevados de atividade industrial.
O mercado externo também reagiu. As exportações somaram pouco mais de 43 mil unidades, crescimento próximo de 40%, com destaque para América do Sul e Austrália, que compensaram perdas em mercados mais afetados por barreiras tarifárias e custos logísticos.
Para 2026, a expectativa é de continuidade, embora em ritmo mais moderado. A projeção aponta para produção acima de 2 milhões de motocicletas e vendas em torno de 2,3 milhões de unidades, mesmo diante de um ano considerado desafiador por fatores econômicos e calendário reduzido de dias úteis.
O cenário reforça o papel estratégico do polo de Manaus e consolida a motocicleta como peça-chave da mobilidade brasileira. Mais do que números recordes, o setor confirma sua capacidade de adaptação a um país que se move, cada vez mais, sobre duas rodas.


