Resumo da Notícia
A Tesla voltou a ser alvo de críticas após lançar uma atualização de software que introduz dois novos modos de condução no sistema Full Self-Driving (FSD). Um deles, chamado “Mad Max”, promete levar o veículo ao destino “em um ritmo incrível”, mas já desperta preocupação pelo comportamento agressivo nas estradas.
O outro, denominado “Sloth” — termo que se refere ao animal preguiça — faz o oposto: reduz a aceleração e privilegia uma condução suave e centralizada na faixa, pensada para quem prefere calma à pressa.
Não perca nada!
Faça parte da nossa comunidade:
O modo “Mad Max” chama atenção pelo foco em uma direção mais rápida e esportiva, com manobras decididas para ultrapassagens e trocas de faixa frequentes. Segundo a Tesla, essa configuração é voltada a motoristas “com pressa”, interessados em uma experiência mais dinâmica sem abrir mão da suavidade do FSD.
Entretanto, o comportamento do recurso já levantou alertas oficiais. A Administração Nacional de Segurança do Trânsito nas Rodovias (NHTSA) expressou preocupação após receber diversas denúncias de que veículos com FSD ignoram sinais de parada e invadem faixas contrárias. De acordo com a Reuters, a agência norte-americana iniciou uma investigação preliminar para reunir mais informações sobre o funcionamento do modo.
Em comunicado, a NHTSA declarou: “Estamos em contato com o fabricante para reunir mais informações. O condutor humano segue plenamente responsável pelo veículo e por cumprir todas as normas de trânsito.”
A mensagem reforça que, mesmo com as funções de direção autônoma, a Tesla exige atenção constante e mãos no volante durante todo o trajeto.
Um velho conhecido de 2018 que volta com polêmica
O modo “Mad Max” não é uma novidade absoluta. Em 2018, a Tesla já havia testado uma versão experimental dentro do Autopilot, mas decidiu não lançá-la ao público depois das críticas de reguladores e usuários.
Agora, sete anos mais tarde, a companhia de Elon Musk revive o conceito, desta vez com menos restrições e mais confiança em seus algoritmos de condução.
A diferença é que, desta vez, o recurso foi oficialmente integrado ao firmware, o que amplia o alcance entre os proprietários de veículos da marca — e, consequentemente, o potencial de polêmicas.
Lançamento coincide com derrota judicial milionária
O lançamento do “Mad Max” ocorre em um momento delicado para a Tesla. A empresa acabou de perder um processo por homicídio culposo, que pode custar centenas de milhões de dólares em indenizações.
O advogado Brett Schreiber, representante da parte vencedora, criticou duramente o novo modo:
“Tesla está programando deliberadamente seus carros para ultrapassar limites de velocidade e dirigir de forma agressiva, colocando todos em risco. Este lançamento mostra que a companhia segue priorizando marketing e vendas acima da segurança.”
Enquanto isso, especialistas em segurança viária alertam que modos como “Mad Max” podem criar uma falsa sensação de autonomia. Muitos motoristas relaxam ou se distraem, acreditando que o sistema é capaz de lidar sozinho com qualquer situação — uma percepção que aumenta o risco de acidentes.
Além disso, a forma como o FSD interpreta limites de velocidade e prioridades de tráfego ainda gera incertezas entre reguladores. Essa falta de clareza mantém aberto o debate sobre a segurança dos sistemas de direção semiautônoma e o papel do motorista diante da tecnologia.
Encontrou algum erro nessas informações? Escreva para o Portal N10 https://portaln10.com.br/politica-de-verificacao-de-fatos-e-correcoes/.
