Resumo da Notícia
A chinesa BYD, gigante dos veículos elétricos, estuda dar o próximo grande passo no automobilismo. Fontes relatam que a marca avalia participar da Fórmula 1 ou de campeonatos de endurance, em um movimento que combina marketing global e avanço tecnológico em elétricos e híbridos.
O interesse surge justamente em um momento de expansão da F1, que recentemente recebeu a Cadillac como 11ª equipe do grid. A categoria também estreia novo regulamento em 2026, aumentando a participação elétrica na potência das unidades híbridas, algo alinhado ao portfólio da BYD.

Segundo a Bloomberg, a montadora analisa diferentes estratégias, incluindo a criação de uma equipe própria ou a aquisição de uma já existente. O projeto ainda é interno, sem qualquer contato formal com a FIA ou a Liberty Media, responsável pelos direitos comerciais da F1.
A Fórmula 1 correrá neste fim de semana em Xangai, mas a novidade vai além da corrida: nenhuma fabricante chinesa entrou antes no grid. O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, já declarou que ter uma montadora chinesa seria o próximo passo lógico para o esporte.
A BYD não mira apenas a F1. A marca também avalia o Mundial de Endurance, incluindo as 24 Horas de Le Mans, para testar a confiabilidade e performance de seus veículos elétricos e híbridos. A divisão de luxo Yangwang já detém recordes de velocidade em Nürburgring, reforçando sua credibilidade na performance.
O custo do projeto é alto: especialistas estimam que seriam necessários pelo menos US$ 500 milhões para entrar na F1, além de anos de desenvolvimento. Exemplo recente, a Cadillac investiu cerca de US$ 450 milhões e recebe motores da Ferrari temporariamente, com planos próprios para 2029.
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O interesse na F1 se alinha à estratégia global da BYD, que superou a Tesla em vendas de elétricos em 2025 e se tornou a sexta maior montadora mundial. O ingresso em competições internacionais também ajudaria a fortalecer a imagem da marca em mercados ainda pouco explorados, como os EUA.
Se avançar, a BYD se juntará a Audi, Cadillac e Ford no grid, reforçando a presença chinesa e internacional na categoria. A movimentação também reflete a nova era da F1, cada vez mais híbrida e global, abrindo espaço para fabricantes com expertise em elétricos e tecnologias sustentáveis.