Resumo da Notícia
O Renault Kwid, modelo mais acessível da marca francesa, prepara-se para ganhar um novo fôlego. Depois de já ter sido visto em testes na Índia, o hatch passará por uma reestilização que busca reposicionar o carro dentro da estratégia global da fabricante. Lançado em 2015 e atualizado pela última vez em 2019 no mercado indiano, o subcompacto volta à cena para enfrentar concorrentes fortes como Maruti Suzuki Alto e Tata Tiago.
As fotos de protótipos revelam que o facelift se inspira no Dacia Spring EV, versão elétrica vendida na Europa. O Kwid indiano herdará faróis em formato pentagonal, luzes diurnas em LED em forma de “Y”, grade redesenhada e novos para-choques. Na traseira, lanternas também em “Y” reforçam a identidade visual. O resultado é um visual mais próximo dos modelos recentes da própria Renault e do primo europeu elétrico.
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O interior igualmente terá mudanças, nas imagens aparecem uma central multimídia de até 10 polegadas, painel redesenhado e volante inédito. Entre as novidades mais aguardadas estão seis airbags, algo inédito no modelo, e um painel digital de 7 polegadas em algumas versões. Mesmo com plástico rígido predominando no acabamento, o ambiente interno deve ficar mais moderno e funcional.
Sob o capô, nada muda, o Renault Kwid seguirá equipado com o motor 1.0 de três cilindros, que na Índia entrega 68 cv e 9,3 kgfm, associado ao câmbio manual de cinco marchas ou automatizado de embreagem simples. No Brasil, a unidade é flex, com até 71 cv no etanol. A proximidade visual com o Spring não significa eletrificação imediata, embora versões a bateria já circulem em testes na Ásia.
A estratégia da Renault Índia, chamada de “Rethink Strategy”, pretende revitalizar os carros de entrada, incluindo também o SUV Kiger. O Kwid ainda responde por boa parte do volume da marca no país, mas perdeu força nos últimos anos. Hoje, mais de 90% das vendas são para frotistas e locadoras, reduzindo a rentabilidade do produto.
No Brasil, onde estreou em 2017, o Kwid continua sendo o carro mais barato da Renault e rivaliza com Fiat Mobi e Citroën C3. A reestilização na Índia deve servir de termômetro para o que pode ser aplicado ao modelo nacional, ainda que os prazos não estejam definidos.
As mudanças externas não ficam restritas à dianteira, o hatch exibe ainda novos arcos de roda, maçanetas estilo aba e spoiler de teto. O conjunto deve aproximar visualmente o Kwid de outros modelos da gama, como Kiger e Triber, que já adotaram a nova identidade da Renault.
Com isso, a marca sinaliza que não pretende abandonar o segmento dos subcompactos. Ao contrário, aposta em uma renovação estética e tecnológica para prolongar o ciclo de vida do Kwid. A expectativa é que a estreia na Índia ocorra em breve e, mais tarde, as novidades cheguem ao mercado brasileiro, onde o modelo continua relevante entre quem busca mobilidade acessível.



