Resumo da Notícia
A Renault segue acelerando sua nova fase de produtos no Brasil, e os próximos movimentos da marca começam a aparecer com mais clareza nas estradas. Um flagrante recente envolvendo um comboio da futura picape Renault Niagara acompanhado por unidades camufladas do novo Duster revelou algo ainda mais interessante: entre os veículos em teste, há indícios de que um terceiro modelo — possivelmente um SUV maior — também esteja sendo avaliado pela montadora.
As imagens divulgadas pelo perfil Placa Verde, no Instagram, mostram a picape Niagara rodando ao lado de protótipos do Duster de nova geração. Embora flagras desses modelos não sejam novidade isoladamente, é a primeira vez que eles aparecem juntos em testes, o que indica uma fase avançada de desenvolvimento do projeto.
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No entanto, um detalhe específico chamou atenção de quem acompanha o setor automotivo de perto: um dos SUVs camuflados apresenta proporções diferentes das esperadas para o Duster tradicional, levantando a hipótese de que o veículo possa ser, na verdade, uma versão maior do utilitário.
SUV camuflado pode indicar chegada do Renault Bigster ao Brasil
Entre os protótipos capturados nas imagens, um veículo em particular apresenta características curiosas. À primeira vista, ele mantém elementos visuais típicos do novo Duster europeu, como o desenho da dianteira e o formato das lanternas traseiras.
Entretanto, ao observar o carro de perfil, surge uma diferença significativa. A coluna C aparece mais alongada, algo que não faz parte das proporções conhecidas do Duster de cinco lugares.
Esse detalhe alimenta a suspeita de que o modelo em teste possa ser o Renault Bigster, SUV maior já comercializado em alguns mercados internacionais e que se destaca justamente pela possibilidade de configuração com sete lugares.
A comparação entre os veículos estacionados reforça essa hipótese. As lanternas traseiras lembram bastante as utilizadas tanto no Duster quanto no Bigster vendidos na Europa. Porém, o formato das chapas da tampa traseira — perceptível mesmo sob camuflagem pesada — revela diferenças claras entre os dois carros, indicando que não se trata do mesmo modelo.
Renault Niagara já tem lançamento confirmado no Brasil
Enquanto o possível novo SUV gera especulação, a picape Niagara já tem futuro definido no mercado brasileiro. A Renault confirmou que o modelo será lançado no país em 2026, como parte da estratégia de renovação da linha iniciada com o Kardian e que continuará com o Boreal.
Mesmo fortemente camuflada, algumas informações técnicas sobre a picape já começaram a surgir. De acordo com apurações recentes, a Niagara deverá contar com uma suspensão traseira mais refinada do que a utilizada no Boreal, que atualmente usa eixo de torção.
Esse detalhe é relevante porque posiciona o projeto da picape em um patamar mais sofisticado dentro da estratégia da marca, especialmente considerando o segmento competitivo em que ela deverá atuar.
Outro ponto importante é a base estrutural. A Niagara utilizará a plataforma RGMP, mesma arquitetura modular que estreou no Brasil com o Renault Kardian. Essa base foi desenvolvida para veículos compactos e médios com foco em mercados emergentes.
Motorização da picape deve usar o conhecido 1.3 turbo
No campo mecânico, a estratégia da Renault tende a seguir um caminho pragmático. A picape deverá utilizar componentes já presentes no portfólio da marca, evitando desenvolver motores completamente novos para o projeto.
O principal candidato é o motor 1.3 turbo, já utilizado nas versões mais equipadas do Duster e também do Boreal. Esse propulsor é conhecido por oferecer bom equilíbrio entre desempenho e eficiência, algo essencial para um modelo que pretende disputar espaço em um segmento competitivo.
Novo Duster também aparece nos testes
O comboio flagrado nas estradas brasileiras também revela mais detalhes sobre a próxima geração do Duster que será vendida no país.
É importante lembrar que o Duster europeu é comercializado pela Dacia, subsidiária da Renault voltada para mercados do Velho Continente. Esse modelo já está disponível em diversos países e inclusive aparece em mercados latino-americanos, como a Colômbia.
Em algumas versões internacionais, o SUV pode utilizar um conjunto híbrido com motor 1.2 turbo associado a sistema elétrico de 48 volts, entregando 131 cavalos de potência e 23,9 kgfm de torque.
Para o mercado brasileiro, no entanto, o visual mais provável sob a camuflagem parece ser o mesmo apresentado recentemente na Índia. Nesse caso, o modelo pode utilizar motor 1.3 turbo com 163 cavalos e 28,8 kgfm de torque, combinado a câmbio automatizado de dupla embreagem com seis marchas.
Essa configuração representa cerca de 1 kgfm de torque a mais do que as versões mais potentes do Duster atualmente vendidas no Brasil.
Outra alternativa mecânica observada em mercados internacionais utiliza motor 1.0 turbo de três cilindros, com aproximadamente 100 cavalos e 16,3 kgfm de torque, associado a transmissão manual de seis marchas.
Além das mudanças externas, o novo Duster também recebeu atualizações relevantes de interior, tecnologia embarcada e assistentes de condução, seguindo o mesmo caminho adotado recentemente pelo Renault Boreal.
SUV maior poderia ampliar portfólio da Renault
Se o veículo flagrado realmente for o Bigster, a Renault poderia abrir uma nova frente de atuação no mercado brasileiro.
O SUV maior apresenta dimensões superiores ao Duster tradicional. São cerca de 23 centímetros extras de comprimento, além de um porta-malas que pode chegar a aproximadamente 667 litros sem a terceira fileira de bancos, considerando as medições europeias.
Mas o grande diferencial do modelo é a capacidade para até sete ocupantes, algo que ampliaria o alcance da Renault em um segmento dominado por SUVs maiores.
Esse movimento faria sentido dentro da estratégia atual da marca. A Renault também prepara a chegada do Koleos, um SUV híbrido com proposta mais refinada que o Boreal.
Caso o Bigster seja confirmado no futuro para o mercado brasileiro, ele provavelmente ocuparia um espaço intermediário de preço e posicionamento, competindo com SUVs maiores sem necessariamente entrar na faixa de valor dos modelos derivados de picapes, como Chevrolet Trailblazer e Toyota SW4.


