Resumo da Notícia
A Fiat iniciou novembro mexendo na tabela e reacendendo a discussão sobre o custo dos esportivos nacionais, ao aplicar novos aumentos nas versões Abarth de Pulse e Fastback. Os reajustes, que chegam a R$, 1.500, acontecem sem qualquer atualização técnica ou visual. Ainda assim, os dois SUVs seguem como vitrines de desempenho dentro da linha da marca.
O Pulse Abarth, agora a R$, 158.990, mantém o conhecido motor 1.3 turbo de até 185, cv, câmbio automático de seis marchas e um pacote de equipamentos generoso para o segmento. No interior, bancos de couro com costuras vermelhas, painel digital e teto panorâmico reforçam a proposta esportiva. Mesmo compacto, entrega condução animada e aceleração de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos.
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Já o Fastback Abarth, vendido por R$, 179.490, aposta no porte maior, com porta-malas de 516, litros e entre-eixos de 2,53, m. Além do visual exclusivo, inclui rodas aro 18, alerta de ponto cego, ar digital e acabamento com detalhes que imitam fibra de carbono. O SUV cupê soma desempenho vigoroso e vocação mais familiar.
Ambos compartilham o motor 1.3, T270, com injeção direta e torque de 27,5, kgfm em qualquer combustível, além da suspensão recalibrada, direção mais firme e escape com ronco encorpado. É um pacote que busca aproximar os Abarth do comportamento de um esportivo tradicional. A tração segue dianteira, mas as respostas rápidas compensam a configuração.
Na prática, o Fastback Abarth se destaca nas medições: foi de 0 a 100 km/h em 8,2 segundos, superando o rival Volkswagen Nivus GTS, que marca 9,6, s com seu motor de 150, cv. O modo Poison amplia o temperamento do conjunto, deixando a direção mais direta, o motor mais cheio e o som do escape mais evidente. Ainda assim, o SUV segue utilizável no dia a dia.
Nem tudo, porém, acompanha o preço. Tanto Pulse quanto Fastback permanecem com freios traseiros a tambor e pacote de segurança limitado a quatro airbags e assistentes básicos, sem ACC ou manutenção de faixa. Já o acabamento segue uma combinação de criatividade e simplicidade, com plásticos rígidos e alguns desalinhamentos perceptíveis.
O Pulse Abarth também peca no espaço interno: o banco traseiro é justo e o teto panorâmico reduz a área para a cabeça. O porta-malas, cuja medida oficial não é divulgada, exige criatividade extra nas viagens. Para compensar, a central multimídia de 10,1” é funcional, rápida e bem integrada, e o acerto de suspensão combina firmeza com certo conforto.
No Fastback, o isolamento acústico poderia ser melhor, já que o ruído do motor e da rodagem invade a cabine em velocidades maiores. O consumo também não empolga: o Pulse faz até 8,8, km/l com etanol na estrada, enquanto as versões híbridas leves são significativamente mais econômicas. Mas para quem prioriza desempenho acima da eficiência, os Abarth seguem entregando o que prometem.



