Ferrari Elettrica promete desempenho brutal com 1.000 cv e 530 km de autonomia

Com quatro motores elétricos, a Ferrari dá um passo inédito rumo à eletrificação com o Elettrica, que oferece autonomia de até 530 km
Ferrari Elettrica promete desempenho brutal com 1.000 cv e 530 km de autonomia
Foto: Ferrari

A transição para a eletrificação chegou, ainda que com o pé no freio em Maranello. A Ferrari apresentou nesta quinta-feira (9) a tecnologia de seu primeiro carro elétrico, batizado de Elettrica, e confirmou que a novidade chegará ao mercado apenas em 2026. Ao mesmo tempo, a marca deixou claro que os motores a gasolina e híbridos continuarão a ser prioridade até 2030, num equilíbrio entre tradição e inovação.

Após anos de desenvolvimento silencioso, a Ferrari revelou o chassi pronto para produção. A estrutura, feita com 75% de alumínio reciclado, abriga baterias de 122 kWh e quatro motores elétricos — dois em cada eixo — derivados da experiência da marca na Fórmula 1. O modelo ainda não tem carroceria final, mas já sinaliza desempenho brutal e uma nova era para a fabricante italiana.

Ferrari Elettrica promete desempenho brutal com 1.000 cv e 530 km de autonomia
Foto: Ferrari

A apresentação ocorreu na sede da empresa, em Maranello, no norte da Itália. A Elettrica terá plataforma própria, espaço para quatro ocupantes e quatro portas, mas sem ser um SUV. O design completo só será revelado no início de 2026, seguido pela estreia mundial na primavera europeia. A Ferrari promete entregar uma experiência inédita, mas fiel à identidade esportiva da marca.

Com potência combinada de 1.129 cv e torque de 106 mkgf, o esportivo acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e atinge velocidade máxima de 310 km/h. Cada motor elétrico é do tipo síncrono com ímãs permanentes e rotor Halbach, o que garante alta densidade de potência e resposta imediata. O torque vetorial atua nos dois eixos, e o sistema dianteiro pode ser desacoplado para melhorar a eficiência.

O conjunto de baterias foi desenhado como parte estrutural do carro, posicionando o centro de gravidade 8 cm mais baixo que em modelos equivalentes a combustão. A arquitetura de 800 volts permite carregamento ultrarrápido de até 350 kW, garantindo 300 km de autonomia em 20 minutos e alcance total estimado em 530 km.

O chassi também traz inovações para o conforto e a dirigibilidade, onde a traseira possui um subchassi amortecido para reduzir vibrações e ruídos, enquanto a terceira geração da suspensão ativa de 48 V, herdada do Purosangue, ajusta as forças em cada roda em tempo real. Tudo é controlado por uma central que monitora 200 parâmetros por segundo.

Ferrari Elettrica promete desempenho brutal com 1.000 cv e 530 km de autonomia
Foto: Ferrari

A estratégia da Ferrari, no entanto, é conservadora, pois a nova meta para 2030 prevê 40% da linha a combustão, 40% híbridos e apenas 20% elétricos — o oposto do plano divulgado em 2022. A marca entende que seus clientes valorizam a tradição sonora e sensorial dos motores a combustão, por isso, não pretende abandonar essas tecnologias tão cedo.

No campo sensorial, a Elettrica busca preservar a emoção de guiar um Ferrari. Um sistema de captação de vibrações mecânicas amplifica o som dos componentes elétricos, criando uma assinatura acústica exclusiva, pensada para envolver o motorista. Três modos de condução — Range, Tour e Performance — ajustam o comportamento dinâmico e a entrega de potência.

“Com a nova Ferrari Elettrica, reafirmamos nossa vocação de unir tecnologia, design e arte”, declarou John Elkann, presidente da companhia. Até 2030, a Ferrari pretende lançar quatro novos modelos por ano, mantendo viva a tradição de Maranello — agora, com um novo capítulo elétrico ao lado dos icônicos motores a gasolina e híbridos.

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