Fábrica do Chevrolet Spark receberá produção da MG a partir de 2026

A fábrica em Horizonte (CE), gerida pela Comexport, passou por modernização completa, ocupando 600 mil m² e atendendo múltiplas montadoras
Fábrica do Chevrolet Spark receberá produção da MG a partir de 2026
Foto: MG

Resumo da Notícia

A MG mira um novo capítulo no Brasil. Depois de retornar com foco em elétricos, a marca sino-britânica prepara a produção local para se consolidar no mercado. A estratégia inclui nacionalização gradual de modelos, aproximando a marca dos consumidores e reduzindo custos logísticos.

A operação brasileira será conduzida em parceria com a Comexport, que transformou a antiga fábrica da Troller, em Horizonte (CE), em um polo multimarcas. Batizada de Pace, a unidade passou por modernização completa, com novos equipamentos e ampliação da área para 600 mil m².

Fábrica do Chevrolet Spark receberá produção da MG a partir de 2026
Foto: Chevrolet

Desde a aquisição em 2024, a Comexport investiu cerca de R$ 400 milhões no complexo. Setores desgastados foram revitalizados e 35% dos equipamentos passaram a ser produzidos no país, permitindo que a planta atenda múltiplas montadoras com capacidade de até 80 mil veículos por ano.

A MG ainda não confirmou oficialmente quais modelos serão montados, mas os bastidores apontam três fortes candidatos: o sedã S5, o hatch MG4 e o MG4 Urban, que deverá ter papel central na estratégia da marca para o Brasil.

O MG4 Urban, um hatch elétrico de nova geração, chega inicialmente importado entre o primeiro e o segundo semestre de 2026. Com 163 cv, 437 km de autonomia e dimensões compactas, o modelo é visto como o “Dolphin da MG“, destinado a liderar as vendas da marca.

Fábrica do Chevrolet Spark receberá produção da MG a partir de 2026
Foto: Chevrolet

O plano de produção nacional deve seguir o mesmo padrão da Chevrolet, que utiliza kits semimontados importados da China. A expectativa é iniciar a montagem no final de 2026, quando a linha estiver pronta, mas ainda há detalhes a serem definidos entre MG e Comexport.

A nacionalização não só reforça a presença da MG no país como também aumenta a competitividade da marca. A produção local permite reduzir prazos, custos e criar proximidade com o consumidor, em um mercado de elétricos que cresce de forma acelerada no Brasil.

Enquanto os detalhes finais sobre modelos e volumes ainda são aguardados, a expectativa é que o novo polo fabril transforme Horizonte em referência para a indústria automotiva no país, atraindo atenção de outras marcas e consolidando o Ceará como um centro estratégico de produção automotiva.

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