Resumo da Notícia
Motoristas em São Paulo e Brasília têm sentido no bolso os preços recordes dos combustíveis, com gasolina chegando a R$ 9,99 por litro em alguns postos. Mesmo com medidas do governo federal para conter a alta, a situação segue preocupante e afeta diretamente o transporte e a economia.
Em postos da Avenida Ricardo Jaffet, a gasolina comum alcançou R$ 8,59 e a premium R$ 9,99, enquanto o diesel chegou a R$ 9,24. No Itaim Bibi, a gasolina custava até R$ 9,39, mas podia cair para R$ 7,69 em pagamentos via Pix, evidenciando variações significativas conforme o método de pagamento.
A escalada nos preços começou a ser percebida no sábado (14), com reajustes graduais nos estabelecimentos. Distribuidoras operam com cotas diárias e alguns revendedores no Distrito Federal ficaram três dias sem diesel, obrigando postos a fechar temporariamente.
O cenário nacional ainda mantém a média da gasolina comum em R$ 6,29, segundo a ANP, mas a dependência de importações—30% do diesel e 10% da gasolina—torna o país vulnerável às oscilações do mercado internacional. Leilões da Petrobras para pequenas distribuidoras têm registrado ágio de até R$ 2,60 acima do preço de tabela.
Especialistas apontam que impostos estaduais, mistura obrigatória de etanol e custos logísticos explicam por que a redução de tributos ou ajustes nas refinarias não refletem totalmente no preço final. Cerca de 32% do valor da gasolina vem da refinaria, enquanto o ICMS adiciona R$ 1,57 por litro.
O impacto chega à inflação: o item “combustíveis” no IPCA tende a registrar alta em março, pressionando preços de alimentos, transporte e produtos industriais. O diesel é estratégico para o país, com 60% do transporte de cargas rodoviário dependendo dele, amplificando os efeitos da alta.
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Para especialistas e representantes do setor, medidas do governo surtiram efeito limitado. Paulo Tavares, do Sindicombustíveis-DF, alerta que a falta de transparência nos leilões e a necessidade de importar dificultam conter os aumentos. “Quem tem pouco estoque pode acabar sem produto”, conclui.