Combustíveis e gás de cozinha iniciam 2026 com preços mais altos

O impacto é significativo, com o imposto representando até 24% do preço final da gasolina e pressionando novamente os valores ao consumidor
Combustíveis e gás de cozinha iniciam 2026 com preços mais altos
Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Resumo da Notícia

  • O reajuste do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026
  • A gasolina subiu para R$ 1,57 por litro, o diesel para R$ 1,17 e o gás de cozinha para R$ 1,47 por quilo
  • Este é o segundo ano consecutivo de aumento no ICMS dos combustíveis, seguindo metodologia da ANP
  • O ICMS representa hoje cerca de 24% do preço da gasolina, 18% do diesel e 16% do GLP
  • Combustíveis (gasolina e diesel) e gás de cozinha iniciaram 2026 com preços mais altos em todo o Brasil.
  • O aumento é resultado do reajuste do ICMS, decidido em setembro do ano anterior pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
  • A alíquota da gasolina subiu R$ 0,10 (chegando a R$ 1,57/litro), o diesel teve aumento de R$ 0,05 (para R$ 1,17/litro) e o gás de cozinha passou para R$ 1,47/kg.
  • Este é o segundo ano consecutivo de alta no ICMS dos combustíveis, seguindo uma metodologia de cálculo que considera a média de preços apurada pela ANP.
  • O Comsefaz justifica o reajuste como uma correção de perdas bilionárias de arrecadação acumuladas pelos estados desde 2022.
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O início de 2026 trouxe um velho conhecido de volta ao centro do debate econômico: o preço dos combustíveis. Logo nos primeiros dias do ano, motoristas e famílias sentiram no bolso o efeito de mudanças tributárias que atravessam toda a cadeia de consumo e ajudam a explicar por que abastecer — ou cozinhar — ficou mais caro no país.

Desde 1º de janeiro, passou a valer em todo o Brasil o reajuste do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. A decisão foi tomada ainda em setembro do ano passado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária, que reúne os secretários de Fazenda dos estados e do Distrito Federal, e segue um modelo de cobrança com valor fixo por litro ou quilo.

Combustíveis e gás de cozinha iniciam 2026 com preços mais altos
Foto: Reprodução
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Na prática, a alíquota da gasolina subiu dez centavos e chegou a R$ 1,57 por litro, enquanto o diesel teve aumento de cinco centavos, para R$ 1,17. No caso do gás de cozinha, o imposto passou para R$ 1,47 por quilo, o que representa um acréscimo que pode superar um real por botijão de 13 quilos.

Este é o segundo ano seguido de alta no ICMS dos combustíveis. Em 2025, já havia ocorrido um ajuste semelhante, baseado na média de preços apurada pela Agência Nacional do Petróleo entre fevereiro e agosto, comparada ao mesmo período do ano anterior, metodologia que continua sendo adotada.

Segundo o Comsefaz, o reajuste busca corrigir perdas bilionárias de arrecadação acumuladas pelos estados desde a mudança na legislação em 2022. O comitê também critica o modelo atual por limitar a autonomia estadual e, paradoxalmente, estimular o consumo de combustíveis fósseis em um cenário de transição energética.

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Os números ajudam a dimensionar o impacto. Hoje, o ICMS responde por cerca de 24% do preço da gasolina, 18% do diesel e 16% do GLP. Mesmo com reduções promovidas pela Petrobras ao longo de 2025, o preço médio da gasolina subiu no ano, enquanto o diesel teve leve queda — movimento que agora tende a ser pressionado novamente pelo novo imposto.

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