Resumo da Notícia
O Ceará entrou oficialmente no mapa da eletrificação automotiva nacional com a reabertura da antiga fábrica da Troller, agora administrada pela Comexport. O Polo Automotivo do Ceará, em Horizonte, volta a operar com foco em veículos elétricos, trazendo uma nova fase para a indústria local.
Nesta quarta-feira (3), a cerimônia contou com a presença do presidente Lula e de Santiago Chamorro, presidente da GM na América do Sul, marcando a retomada da produção e a importância estratégica do complexo. A planta passou por modernização completa, ampliando sua área para 600 mil m² e substituindo todos os equipamentos.
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A produção começou com o Chevrolet Spark EUV, SUV compacto elétrico, em regime SKD, com kits parcialmente montados vindos da China. A expectativa é aumentar a nacionalização gradualmente, transformando o polo em um hub produtivo competitivo, capaz de exportar veículos para outros países da região.
O investimento inicial foi de R$ 400 milhões, com previsão de mais R$ 500 milhões em pesquisa e desenvolvimento nos próximos cinco anos. A Comexport quer tornar a fábrica multimarcas, seguindo o modelo da Nordex no Uruguai, com capacidade de até 80 mil veículos anuais e geração de cerca de 9 mil empregos.
O Spark EUV, lançado nas comemorações dos 100 anos da GM no Brasil, chega como elétrico de entrada, com motor de 102 cv, bateria de 42 kWh e autonomia de 258 km (Inmetro). Seu preço é de R$ 159.990, e o modelo já possui conteúdo nacional suficiente para atender ao programa Mover.
Em 2026, o Captiva EV será o segundo modelo produzido no polo, ampliando a estratégia de eletrificação da marca. Com 201 cv, 304 km de autonomia e preço inicial de R$ 199.990, o SUV médio fortalece a presença da GM no segmento de veículos a bateria no país.
A escolha do Ceará combina incentivos fiscais do Mover, do Provin e logística estratégica via Porto do Pecém. A fábrica também terá espaço para novas linhas de produção, parque de fornecedores e polo tecnológico, reforçando o papel do estado como polo automotivo sustentável.
A reativação do complexo reflete um movimento mais amplo de retomada industrial no Brasil, com outras fábricas voltando à operação, como a GWM em Iracemápolis e a BYD em Camaçari. O foco é eletrificação, inovação e integração à cadeia nacional de fornecedores.
Segundo executivos, o polo tem capacidade inicial de produzir 10 mil veículos por ano e poderá chegar a 80 mil, com flexibilidade para abrigar múltiplas montadoras. O projeto reforça a meta de consolidar o Brasil como referência em mobilidade elétrica, gerando empregos e fortalecendo tecnologia local.

