Resumo da Notícia
O mercado global de SUVs elétricos se prepara para receber um novo protagonista: o BYD Atto 8, nome internacional do Tang L, um gigante de mais de cinco metros que une desempenho, tecnologia e sofisticação. O modelo fez sua primeira aparição internacional no Salão de Tashkent, no Uzbequistão, e marcou o início de uma nova fase da montadora chinesa, que mira com força os mercados internacionais fora da Ásia.
Lançado oficialmente na China em abril de 2025, o Tang L consolidou-se rapidamente como um dos utilitários mais potentes do país, com até 1.086 cv na versão elétrica. Seu preço doméstico varia entre 229.800 e 289.800 yuans, e em poucos meses já superou 30 mil unidades vendidas. Agora, ele estreia como Atto 8 no exterior, assumindo o posto de carro-chefe da linha global da marca.

A primeira versão apresentada foi a híbrida plug-in DM-p, equipada com um motor a combustão turbo 1.5 e dois elétricos, entregando 536 cv combinados. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 4,3 segundos, e a autonomia total chega a 1.017 km graças à bateria de 35,6 kWh e ao tanque de 60 litros. Com 5,04 m de comprimento e entre-eixos de 2,95 m, o SUV comporta até sete passageiros confortavelmente.
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A linha ainda terá uma versão 100% elétrica, com motor traseiro de 777 cv ou configuração de dois motores com 1.086 cv e tração integral. Nesse caso, a aceleração é de 3,9 s e a bateria LFP de 100,5 kWh garante autonomia entre 560 e 670 km. Potência e alcance que o colocam na disputa direta com os elétricos mais avançados do mercado global.
No Brasil, o Atto 8 chegará como Tan L — e já foi flagrado em testes de rodagem. O lançamento nacional está previsto para dezembro de 2025, logo após a estreia da submarca de luxo Denza. Por aqui, a versão escolhida será a híbrida plug-in, com motor 1.5 turbo de 156 cv e sistema elétrico de um ou dois motores. O conjunto mais forte entrega 542 cv e acelera de 0 a 100 km/h em 4,3 segundos.

Na configuração mais simples, o SUV tem 271 cv e percorre até 215 km em modo elétrico; com dois motores, a autonomia cai para 200 km. Em todos os casos, a bateria permanece a mesma, de 35,6 kWh. O pacote tecnológico inclui ainda o sistema semi-autônomo DiPilot 300, conhecido como “God’s Eyes”, um dos mais avançados da marca.
Embora a versão mais cara do Tang L traga recursos curiosos, como um compartimento para drone da DJI no teto, essa opção não deve chegar ao Brasil. A estratégia local da BYD será priorizar eficiência, autonomia e preço competitivo, mirando o segmento premium — mas sem perder de vista a expansão rápida de sua linha eletrificada no país.
