Resumo da Notícia
A BYD registrou em setembro sua primeira queda anual de vendas desde 2020, um sinal de desgaste em meio à guerra de preços que domina o mercado chinês de elétricos. O grupo entregou 393.060 veículos no mês, recuo de 5,9% em relação ao mesmo período de 2024, depois de dois meses praticamente estáveis.
O maior impacto veio da própria marca BYD, que sozinha despencou 11,4% em setembro, para 355.774 unidades, depois de já ter caído 3,6% em agosto. A retração foi puxada pelos híbridos plug-in (PHEVs), em queda contínua desde abril.
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Foram 188.010 PHEVs vendidos no mês, retração de 25,6% na comparação anual, apesar de uma leve reação frente a agosto. Esse foi o sexto mês consecutivo de queda, mostrando perda de fôlego num segmento que sustentava parte do crescimento da companhia.
Já os elétricos a bateria (BEVs) mantiveram trajetória oposta. A BYD comercializou 205.050 unidades em setembro, alta de 24,3% sobre o ano passado. As novas submarcas ajudaram a aliviar o impacto: a Fang Cheng Bao subiu 345%, a Yangwang cresceu 145% e a Denza avançou 20,5%.
O mercado externo também foi decisivo, a empresa exportou 71.256 veículos em setembro, mais que o dobro de 2024, apesar da queda de 11,8% frente a agosto. No terceiro trimestre, foram 232.806 unidades enviadas para fora da China, crescimento de 146% sobre o ano anterior.
No acumulado de julho a setembro, o grupo vendeu 1,1 milhão de veículos globalmente, queda de 2,1% em relação a 2024 e o primeiro recuo trimestral em cinco anos. Os PHEVs somaram 523 mil unidades, queda de 23,7%, enquanto os BEVs avançaram 31,4%, para 582 mil.
Apesar das turbulências, a BYD segue como maior fabricante de veículos elétricos da China e segunda em baterias de energia. Em setembro, sua produção de acumuladores chegou a 23,2 GWh, alta de 17% sobre o ano passado. No ano, já são mais de 203 GWh instalados, avanço de quase 60%.
O contraste é que concorrentes diretos surfam a maré de crescimento, a Geely, por exemplo, saltou 96% no terceiro trimestre, com 442 mil elétricos vendidos, puxados pela marca Galaxy. Enquanto startups como Leapmotor, Nio e Xpeng batem recordes, a BYD enfrenta o desafio de redefinir sua estratégia num mercado saturado e cada vez mais competitivo.

