Resumo da Notícia
Brasil e Colômbia deram um passo importante para manter vivo o comércio automotivo entre os dois países. Após semanas de negociação, os governos decidiram prorrogar por mais um ano a isenção tarifária sobre carros brasileiros, vendidos ao mercado colombiano. A medida evita prejuízos imediatos à indústria nacional e preserva um dos principais destinos das exportações de veículos do Brasil.
A decisão reverteu um impasse criado em setembro, quando a Colômbia havia anunciado o fim do acordo automotivo bilateral. Sem o entendimento, os carros brasileiros seriam taxados em 16,1%, o que reduziria drasticamente sua competitividade. O país vizinho é hoje o terceiro maior comprador de automóveis produzidos no Brasil.
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O novo acerto foi formalizado no âmbito da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) e prevê a suspensão, por um ano, da denúncia do Acordo de Complementação Econômica nº 72 (ACE-72). Nesse período, as partes deverão negociar um novo modelo que leve em conta as mudanças tecnológicas.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o documento oficial foi depositado na Aladi em 7 de novembro, garantindo a continuidade das preferências tarifárias e da cooperação aduaneira. O texto assegura também a venda de até 50 mil automóveis brasileiros por ano à Colômbia com tarifas reduzidas.
O acordo foi resultado direto do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Gustavo Petro, realizado em Manaus, durante a inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia), em 9 de setembro. Na ocasião, ambos reafirmaram o compromisso com a integração produtiva regional.
Para o governo brasileiro, a renovação do entendimento representa mais do que uma medida comercial: simboliza o fortalecimento da diplomacia econômica e o papel da Aladi como fórum de integração latino-americana. A nota do MDIC destaca que a iniciativa reforça a competitividade industrial.
Sem o acordo, as exportações brasileiras sofreriam forte impacto. A indústria nacional envia ao mercado colombiano veículos de várias marcas instaladas no país, e a taxação extra encareceria os produtos, abrindo espaço para concorrentes asiáticos e norte-americanos no setor automotivo.
Com a decisão, Brasil e Colômbia ganham tempo para ajustar um novo pacto automotivo que reflita as transformações do setor. A expectativa é que as negociações avancem ao longo de 2026, garantindo estabilidade às trocas comerciais e consolidando a parceria estratégica entre as duas nações latino-americanas.

