Resumo da Notícia
O avanço de projetos culturais com foco ambiental segue ganhando força no Rio Grande do Norte, e o novo festival SONORIZA – Sons que Conectam o Mundo surge como um exemplo contundente desse movimento. A proposta se ancora na convicção de que a música, por ser uma linguagem universal, mantém a capacidade de ultrapassar fronteiras, unir comunidades e provocar transformações reais. É nesse cruzamento entre arte, sustentabilidade e engajamento social que o evento se estrutura, consolidando um novo espaço de reflexão e celebração da cultura potiguar.
Programado para 6 de dezembro, na Pinacoteca Potiguar, em Natal, o SONORIZA nasce com a intenção de ampliar o alcance das discussões ambientais, especialmente em um ano marcado pelas expectativas da COP30 no Brasil. O festival reforça a compreensão de que o campo cultural tem papel estratégico na formação de consciência coletiva — e faz isso valorizando tradições, defendendo o protagonismo feminino e retomando manifestações históricas do estado.
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A programação confirma a presença de grupos icônicos, como Pau e Lata, conhecido por transformar resíduos sólidos em instrumentos musicais, e o Congos de Combate, manifestação reconhecida como patrimônio imaterial do Rio Grande do Norte e originária de São Gonçalo do Amarante. Essas escolhas reforçam o compromisso de preservar raízes históricas, ao mesmo tempo em que apontam para novas práticas sustentáveis dentro da própria cadeia cultural.
Idealizador do projeto, o produtor cultural Júnior Limeira explica que o SONORIZA nasce de uma urgência contemporânea: o debate ambiental precisa, segundo ele, ocupar espaços diversos e alcançar públicos ainda mais amplos. Sua fala traduz o eixo central do festival:
“No ano da COP30 no Brasil, entendemos a importância de trazer para dentro de um festival musical temas urgentes relacionados ao aquecimento global. Vamos discutir o descarte têxtil, um dos grandes vilões ambientais, em parceria com a Arara Social, que trabalha a reutilização de materiais com cooperativas de costura. Também abordaremos o lixo eletrônico e promoveremos a reciclagem dos resíduos gerados pelo próprio evento, tudo isso valorizando a cultura potiguar e o trabalho de mulheres artistas: negras, indígenas e independentes”.
Com entrada gratuita mediante doação de uma peça de roupa para reuso e/ou resíduo eletrônico, o SONORIZA promove uma conexão direta entre participação cultural e engajamento ambiental. A curadoria musical reúne nomes expressivos da cena local, transitando entre pop rock, MPB, ritmos urbanos e batuques ancestrais, ampliando ainda mais o potencial de alcance do evento.
A iniciativa é realizada pela Fundação José Augusto, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Sistema Nacional de Cultura, dentro da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, em parceria com o Ministério da Cultura e o Governo Federal. A página oficial do festival está disponível no Instagram: @sonoriza.festival.
Serviço
SONORIZA – Sons que Conectam o Mundo
Local: Pinacoteca Potiguar – Natal/RN
Data: 6 de dezembro
Horário: A partir das 16h
Entrada: Gratuita mediante doação de peça de roupa para reuso e/ou resíduo eletrônico
Mais informações: @sonoriza.festival

